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O último e infame ato da Operação Zelotes

O último e infame ato da Operação Zelotes

O último e infame ato da Operação Zelotes – Crédito: Agência RBS/Divulgação

 

Por uma suspeição – e sem fundamento – MPF acata mandado de busca e apreensão na casa de Luis Cláudio, filho do Lula. Este foi o último e infame ato da Operação Zelotes.

Está cada vez mais claro que para finalizar a Zelotes e não investir contra os poderosos que movimentaram um esquema de R$ 19 bilhões, fichinha perto do rombo da Lava Jato, o judiciário fez um jogo de cena.

Sabiam que o envolvimento de Luis Cláudio Lula da Silva neste contexto atrairia a atenção da mídia e, portanto, desviaria o foco principal da investigação que eram os grandes empresários envolvidos no escândalo.

Como este era o último suspiro da Zelotes, por que não aproveitar o ensejo e atirar o nome do Lula no fogo mais uma vez?

Escreve um procurador do Ministério Público: “É muito suspeito que uma empresa de marketing esportivo receba valor tão expressivo de uma empresa especializada em manter contatos com a Administração Pública”.

Isso é o bastante para incluir o Luis Cláudio e suas duas empresas no mandado de busca e apreensão autorizado pela juíza federal Célia Regina Ody Bernardes.

A justiça brasileira parece irretorquível.

Mas na verdade não é.

Está inocentando poderosos sonegadores e recondicionando uma operação investigativa sobre outros focos que não os seus originais.

Empresas envolvidas na Zelotes

De uma investigação que começou apurando os crimes contra o Carf, lá se vai andando em destino a histórias confusas de compras de medidas provisórias.

Não custa muito perceber que rumo é outro.

Tanto é que a Polícia Federal apareceu no apartamento do Luis Cláudio às 23 horas da última terça-feira (27).

O que está por trás de um movimento como este senão a intimidação?

A Polícia Federal continua sendo órgão policial ou se tornou ferramenta política?

Onde está o ministro da Justiça?

Quando a Zelotes terminar e os poderosos enfim estiverem sossegados em suas empresas e suas práticas de sonegação, o Lula continuará apanhando, assim como todo aquele que usufruir do seu nome e da sua companhia.

Neste teatro em que as cortinas nem precisam ser fechadas para modificar o palco ou o elenco, “na cara dura”, como se diz aqui na Bahia, a justiça livrou poderosas organizações de pagar pelo que devem.

E colocaram o Lula no roteiro dessa sujeirada toda.

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