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SP sofre sem água. E o Alckmin recebendo prêmio

SP sofre sem água. E o Alckmin recebendo prêmio

SP sofre sem água. E o Alckmin recebendo prêmio – Crédito: Eduardo Saraiva/A2IMG

 

Na semana passada o governador Geraldo Alckmin recebeu prêmio por gestão hídrica. Mas falta água em SP. E desde quando isso foi empecilho para favorecer o tucano.

Enquanto o governador Geraldo Alckmin recebeu prêmio por gestão hídrica (não foi ele, mas seu secretário como representante e recebedor de vaias), a cidade de são Paulo sofre com a escassez de água. Segundo informações da Folha de São Paulo, na cidade de Guarulhos mais de 17 bairros sofrem com o racionamento.

Pelo menos o Alckmin e a mídia não escondem mais a crise. E não a escondem porque ela é mais visível do que se pode imaginar.

Da Folha:

Quarta não teve, quinta também não. Nenhuma gota subiu ao morro de Las Vegas. Nesse bairro de Guarulhos (Grande SP), as caixas-d’água estão tão secas quanto o deserto da cidade americana.

Nesta sexta, ela voltou. Lava roupa, lava louça, lava carro. Mas aí, sábado e domingo, ela some de novo. Mais dois dias sem água. Agora é assim no morro de Las Vegas e outros 17 bairros de Guarulhos.

Há 12 dias, o Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), autarquia responsável pelo serviço de abastecimento de água da cidade, implantou um rodízio no esquema de dois dias sem e outro com – 55 mil foram afetados.

Segundo município mais populoso do Estado, Guarulhos historicamente consome mais água do que é capaz de produzir. Parte do volume usado na cidade é comprado da Sabesp. Outra vem de um reservatório próprio, o Cabuçu – que está com níveis baixos de armazenamento diante da pior crise hídrica da história do Estado de São Paulo.

Os bairros agora em rodízio mais severo recebem água do Cabuçu. O corte na distribuição foi implantado para “evitar um colapso no abastecimento”, justifica o Saae.

Parte dos bairros de Guarulhos já passa por rodízio de água há pelo menos seis anos. Ele é menos drástico, porém – de “só” um por um (já na capital, o racionamento deixa milhares sem água por até 20 horas por dia).

“Duas semanas atrás passou um carro de som avisando que seriam dois dias sem água. Aí azedou de novo”, conta a cozinheira Nazaré de Freitas, 61, dona de um bar.

Nazaré pensou em comprar outra caixa-d’água para amenizar a secura, cozinhar e lavar as louças do bar. “Muito cara”, reclama, com uma panela na mão. Comprou dois baldes de 100 litros cada.

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1 Comentário

  • O prêmio ao governador Geraldo Alckmin é justo. Desde o início da crise hídrica o governo de São Paulo tem tomado medidas para evitar a falta de abastecimento e a adoção de rodízio. São Paulo enfrenta a maior seca dos últimos 85 anos. Não fosse a política de bônus e ônus, as campanhas de conscientização, a diminuição de pressão e as obras emergenciais, adotadas pelo governo do estado, possivelmente os reservatórios já estariam vazios e as torneiras secas.

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