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E enquanto não prendem o Eduardo Cunha…

E enquanto não prendem o Eduardo Cunha...

E enquanto não prendem o Eduardo Cunha… – Crédito: Lula Marques/Agência PT

 

Enquanto a mídia faz questão de não ver e o judiciário faz questão de não prender, Eduardo Cunha continua aprontando das suas. Quando vão coloca-lo atrás das grades?

Enquanto os jornalistas repercutem a troca de farpas entre a presidenta Dilma Rousseff e o Eduardo Cunha, nada mais nos faz lembrar que ele é o homem das contas na Suíça – e onde quer que tenha entrado seu dinheiro sujo.

É como se o presidente da Câmara, portador de moral ilibada como se apresentava há algum tempo atrás, continuasse a figurar entre os bastiões da ética.

Neste país onde a lei somente se aplica aos desvalidos, onde se prende bandido de fundo de quintal a torto e a direito, tem um verdadeiro achacador sentado no ponto mais alto do plenário da Câmara dos Deputados.

E para ele não basta estar sentado numa cadeira que já não merece ocupar – e continua ocupando. Ele quer é derrubar a presidenta da República.

O jogo sujo que se engendra nos bastidores da política é ardiloso.

A oposição lançou nota pedindo o afastamento de Cunha. Foi tudo plano de fundo para continuar maquinando, em segredo de alcova, ideia do impeachment. Porque eles não têm a coragem de dizer que continuam apoiando o achacador-mor.

Ao menos o Paulinho da Força se mostrou vago de caráter como é. Manteve o apoio ao Cunha e disse que o negócio é derrubar a Dilma.

Enquanto Rodrigo Janot se preocupa com outras coisas que não prender um bandido como o Cunha, ele vai traçando o roteiro do golpe que está momentaneamente barrado no STF.

A mídia vai abafando pouco a pouco o escândalo das contas na Suíça e reconduzindo o Lula às pautas, ao topo do agendamento.

No vão das horas, poucos jornalistas tem se debruçado sobre a torpeza de Eduardo Cunha ou reafirmado que ele deve renunciar ou se afastar da Câmara; imponente, ele diz que não há possibilidade disso acontecer.

A mídia inverte as posições e se coloca distante da situação. Como não seria se estas contas fossem da Dilma ou do Lula?

Quantas manifestações já teriam sido programadas?

Quantas coberturas especiais da imprensa já não teriam sido determinadas?

No entanto, o que se vê é um moroso processo de cassação na Câmara; um Ministério Público preocupado em prender preso ou prorrogar-lhe a prisão.

O Cunha vai flanando pelos corredores de Brasília, faceiro, ouvindo a turba de longe gritar o “fora Dilma”.

O povo se esquece dele com razão. E não é preciso fazer muita coisa não. Basta confiar na imprensa dissimulada, no judiciário moroso, nos pares deputados e andar pela sombra.

Como diria Ovídio, Bene vixit qui bene latuit.

Vive bem quem vive despercebido.

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