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O Brasil não é mais a republiqueta de outrora

 

O Brasil não é mais a republiqueta de outrora

O Brasil não é mais a republiqueta de outrora – Crédito: Carlos Humberto/ SCO/ STF

 

O ministro Luís Roberto Barroso enviou um recado a todos os brasileiros: é hora deste país se tornar uma grande nação e esquecer que um dia foi uma republiqueta.

O Brasil não é mais aquela republiqueta de 1964 que se deixou enredar pelo golpismo das forças conservadoras e da mídia oligárquica.

Ainda que o país esteja submetido aos problemas de outrora, as forças de mobilização jamais permitiriam um golpe de Estado. Não abdicariam de suas posições. Não cederiam ao retrocesso.

Desde o início deste governo não se fala noutra coisa senão no impeachment. É um assunto vazio, enfadonho, grotesco. Está na boca da oposição, mas não mais do que nas manchetes da imprensa tradicional.

No Brasil de 2015 dorme-se e acorda-se digerindo esta palavra que se transformou em ópio para os opositores.

Direitistas aqui são mais do que simples oportunistas; são metidos a vasos insignes da ética.

No último final de semana dois deles deram entrevistas a periódicos argentinos. E criticaram o governo sem a capacidade de compreender que aquele gesto é um tiro no pé.

Para eles basta desmoralizar o governo e pronto.

Confiam que a situação pode ficar muito ruim. Vestem a camisa daquele time que quanto mais leva gol, mais comemora: um contrassenso.

As palavras do ministro Luís Roberto Barroso, do STF, são imprescindíveis para se analisar a conjuntura política do Brasil.

Ele disse que o país atravessa o momento de definir se é “uma grande nação” ou “uma republiqueta que aceita qualquer solução para se livrar de um problema”.

É o parecer de um homem da lei reafirmando a um político enterrado na corrupção que ele não tem moral o suficiente para propor o impeachment da presidenta da República.

O Brasil não deve flertar com este imediatismo, sob pena de se tornar uma destas democracias de papel onde os mandatários jamais se sentem seguros em suas posições.

E enquanto não prendem o Eduardo Cunha…

Vai o ministro Barroso mostrando ao achacador quantos metros tem do calcanhar ao cotovelo.

O rito de impeachment difundido por Cunha no plenário da Câmara tinha a intenção de cassar o mandato da presidenta por votos de maioria simples.

Com esta prática inconstitucional, Cunha esperava o apoio dos oposicionistas e da maioria dos deputados, asseclas seus. Mas aí vieram as contas na Suíça…

Deram com os burros n’água.

Melhor começar a se prepararem para 2018. Republiqueta de golpistas nunca mais.

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