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Miro: e agora, Kim Kataguiri e Paulinho da Força?

Miro: e agora, Kim Kataguiri e Paulinho da Força?

Miro: e agora, Kim Kataguiri e Paulinho da Força? – Crédito: Reprodução

 

Até bem pouco tempo ele se reunia com Eduardo Cunha sem o menor constrangimento. Agora pula do barco. Não se podia esperar outra coisa de um oportunista como Kim Kataguiri. Paulinho da Força idem. No blog do Miro.

Apesar da sinistra história do lobista Eduardo Cunha, a mídia privada e o seu dispositivo partidário (PSDB, DEM, PPS e SD) deram total apoio ao presidente da Câmara Federal na sua insana cruzada para desgastar o governo Dilma. Agora, porém, os velhos oportunistas afirmam que desconheciam as suas práticas e anunciam, como ratos, o desembarque do navio à deriva. Temem que o ventilador no esgoto respingue na sua falsa imagem “ética”. O tal “afastamento”, que virou manchete nos jornalões deste domingo (11), chega a ser patético. Nesta tragicomédia, certas figuras assumem os papéis mais ridículos. É o caso do fascista mirim Kimzinho Kataguiri, líder do alienígena Movimento Brasil Livre (MBL), e do pragmático negocista Paulinho da Força, chefão da sigla Solidariedade (SD).

O mentor infantil dos golpistas, que adora selfies e frases ocas, deu inúmeras declarações de amor ao presidente da Câmara Federal. Ficou famosa a sua foto, todo sorridente, ao lado de Eduardo Cunha após a “marcha da liberdade” a Brasília no final de maio. Seus seguidores, que promoveram neste ano três atos pelo impeachment de Dilma e pela volta dos militares ao poder, carregaram faixas com os dizeres “Somos todos Cunha”. Até quando surgiram as primeiras provas das contas suíças do lobista, Kimzinho Kataguiri afirmou, em entrevista à Folha, que não havia nada de concreto contra seu amigo golpista. Agora, para surpresa de seus admiradores, ele anuncia o rompimento com Eduardo Cunha. Cruel, ele chega a ironizar nas redes sociais o papel relevante da primeira-dama, Cláudia Cruz.

Já o insuspeito Paulinho da Força – antes satanizado pela mídia e hoje tão blindado em sua biografia – carregou o lobista para vários cantos. Ele garantiu o palanque para o carrasco dos trabalhadores – que votou às pressas o projeto de terceirização e outros golpes contra os direitos trabalhistas – no ato do 1º de Maio da Força Sindical em São Paulo. Não satisfeito, ele promoveu um ato de apoio ao presidente da Câmara Federal, em agosto, o que gerou duras críticas de vários sindicalistas da Força – inclusive com o pedido do seu afastamento da direção da entidade. Já neste sábado (10), Paulinho da Força foi um dos mentores do documento dos partidos da direita que pedem a renúncia de Eduardo Cunha.

O que explica a trairagem?

O que explica esta cruel trairagem de Kimzinho, Paulinho e de outros diminutivos da política nativa? Todos já conheciam a trajetória sinistra de Eduardo Cunha e nunca cobraram atestado de pureza ao velho achacador. Pelo contrário. Sempre o incentivaram na sua cavalgada incendiária. Até a semana passada, os líderes da oposição udenista ainda davam declarações de apoio ao presidente da Câmara. Carlos Sampaio, líder do PSDB metido a xerife – mas que até hoje não explicou as suas práticas de nepotismo -, chegou a dizer que as provas das contas secretas na Suíça não desabonavam o milionário correntista. Na prática, Kimzinho, Paulinho e outros “inhos” apostavam em Eduardo Cunha como o pivô da abertura do processo de impeachment contra Dilma. Os fins justificavam os meios.

Agora, porém, o presidente da Câmara Federal perdeu qualquer legitimidade para levar adiante este golpe contra a democracia. Como lamentou a Folha tucana neste domingo (11), “os oposicionistas avaliaram não ser possível pedir saída de Dilma sem posicionamento sobre contas de deputado”. Ou seja: joga-se no lixo o bagaço de Eduardo Cunha para garantir a continuidade do processo golpista contra a presidenta eleita pela maioria dos brasileiros em outubro do ano passado. A oposição ainda faz cálculos oportunistas sobre os estragos na sua imagem – dane-se o presidente da Câmara Federal.

“Os líderes do PSDB, PSB, DEM, PPS e SD passaram o dia calculando o impacto político de segurar o apoio público a Cunha até a semana que vem. A saída encontrada foi uma nota curta, defendendo ‘o afastamento do cargo de presidente até mesmo para que ele possa exercer de forma adequada seu direito constitucional à ampla defesa'”, relata a Folha, que ainda acrescenta que o jogo foi combinado. “Cunha foi avisado do teor do texto antes da divulgação… Mesmo com o gesto da oposição, a expectativa é de que Cunha mantenha o roteiro programado para dar fôlego ao pedido de impeachment de Dilma”.

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