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Um procurador do TCU que insiste no golpe

Um procurador do TCU que insiste no golpe

Um procurador do TCU que insiste no golpe – Crédito: Reprodução

 

Um procurador do TCU que milita abertamente contra uma presidenta da República. É a prova cabal de que os poderes conspiram e conspiram a céu aberto. Análise de Miguel do Rosário, em O Cafezinho.

O procurador do Tribunal de Contas da União, Júlio Marcelo de Oliveira, é um dos principais militantes do golpe paraguaio que a oposição vem preparando meticulosamente.

Há meses ele vem dando entrevistas a todos os grandes órgãos de imprensa, fazendo uma pregação agressiva pela desaprovação das contas do Executivo e incitando a opinião pública contra o governo.

Ele já passou pela Época, foi no blog Antagonista, do Diogo Mainardi (que o tratou como heroi), e ontem deu outro depoimento à BBC Brasil.

Oliveira milita para fora e para dentro do TCU. Ele faz parte de um esforço geral para pressionar os ministros do TCU a votarem com unanimidade contra  o governo.

Na entrevista à BBC, que eu reproduzo abaixo, para registro histórico, ele prega abertamente o impeachment da presidenta. A própria BBC percebeu e botou no título da matéria a afirmação de Oliveira.

É uma coisa de louco. Mesmo ressaltando que a decisão de dar um golpe usando os argumentos do TCU é uma decisão com “forte carga política”, ele insiste em sua campanha para botar ainda mais lenha, com julgamentos peremptórios, como fica bem claro na reportagem.

Trecho da matéria da BBC:

Para Oliveira, o governo usou as “pedaladas” e outras “fraudes” para elevar os gastos de 2014, com objetivo de vencer a eleição.

É incrível como Oliveira sequer se preocupa em esconder sua militância anti-governo. Sua página no Facebook, conforme revelou um militante do PT, era adepta de todos esses movimentos golpistas que pululam por aí, e ele mesmo esteve, junto com a família, presente numa manifestação pelo impeachment da presidenta (foto acima).

No regimento interno do Tribunal de Contas da União, no artigo 39, capítulo VI, está bem claro que é vedado aos ministros do TCU, exerceram qualquer atividade “político-partidária”.

E, no entanto, o que vemos é esta orgia política, com o presidente e o procurador do TCU disputando a luz dos holofotes para ver quem faz mais política contra o governo eleito.

FHC secou nossas reservas internacionais, para segurar artificialmente o dólar e ganhar as eleições. Foi um dinheiro que desapareceu, assim como o dinheiro das privatizações.  Os dois governos FHC, por isso mesmo, terminaram com nossas reservas no volume morto. Em 2002, tínhamos apenas US$ 16 bihões.

Com Dilma, e especialmente com Dilma, essas reservas subiram para mais de US$350 bilhões.

Dilma não tocou em nossas reservas, ainda em nível recorde.

Se a presidenta, portanto, quisesse vencer as eleições a qualquer custo, bastava encontrar uma razão qualquer, como fez FHC, para lançar mão das reservas.

As “pedaladas”, que o procurador quer usar como pretexto para o golpe, é o uso de recursos da Caixa para pagar programas sociais, que foram devidamente pagos à estatal.  Não representou nenhuma perda efetiva. A Caixa é 100% estatal e pública.

Se houve alguma irregularidade, é antes uma polêmica contábil; não é razão, evidentemente, para cassar o voto de 54 milhões de eleitores.

O que o procurador está fazendo é um crime, contra o regime interno do TCU, contra o bom senso, contra a democracia.

Em suma, é mais um dos golpistas que infestam os estamentos judiciários, esses mesmos que hoje tentam cumprir o papel que os militares tiveram em 1964.

Confira aqui entrevista na BBC Brasília.

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