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O PSDB e o lapso memorial

O PSDB e o lapso memorial

O PSDB e o lapso memorial – Crédito: Orlando Kissner/Fotos Públicas

Os tucanos acirram a luta pelo poder, encurralam o governo, dinamizam o discurso do impeachment e zombam da memória dos brasileiros. Todo mundo sabe quem são eles.

O governador de São Paulo, Geraldo Alkmin, disse na última sexta-feira (28) em Cuiabá que “precisamos acabar com esta praga”, numa referência direta ao PT. Agora não apenas Aécio, mas também Alckmin dá voz ao reacionarismo paulista.

É em São Paulo que resistem grupos conservadores capazes de estabelecer um laço muito profundo com o que representaram as oligarquias ou a velha política.

Alckmin disse também que hoje é tempo de honestidade. Os bons de memória não devem se esquecer de que o Estado de São Paulo ainda atravessa uma crise hídrica sem precedentes por falta de investimento e corrupção na empresa de saneamentos, a Sabesp.

Também é Alckmin um dos protagonistas do escândalo dos trens paulistanos, conhecido como Trensalão. E como estes assuntos não são discutidos na mídia, mas abafados pelo agendamento, os tucanos se acham no direito de criticar o PT.

O ataque parte de uma base oposicionista que não se entende. Aécio Neves disse que as divergências entre ele e Alckmin quanto à discussão do impeachment estão muito mais presentes nas páginas dos jornais do que na realidade.

Um dos discursos do deputado federal Silvio Costa (PSC-PE), no mês de julho, deixou clara a incoerência do PSDB. Costa, um dos parlamentares mais efusivos a favor da presidenta Dilma na Câmara, chamou a convenção do PSDB de “convulsão”.

Fernando Henrique Cardoso, para não ficar fora da festa, pediu que Dilma renunciasse como sinal de grandeza. Para ele, o Brasil sofre uma crise moral. O tucano grita o “fora Dilma” assim como um dia ouviu muita gente gritar “fora FHC”.

Não há nada de coerente nisso. É simplesmente um jogo de poder que faz sentido pela canalhice da mídia e pelo esquecimento do povo.

José Serra disse que três crises estão entrecruzadas: a moral, a econômica e a política. E são alavancadas pelo desemprego. Está aí a mediocridade de um partido que entregou o Brasil tricampeão em quebras; o Brasil sucateado dos tucanos pertence ao passado. Mas estes que aí estão continuam sua cruzada para devolvê-lo ao colo do FMI.

Se o PT, entretanto, não depurar as impurezas de sua história; se não admitir que cometeu os mesmos erros dos tucanos, estará sempre encurralado entre as palavras da oposição inescrupulosa e da mídia partidária.

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