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O golpismo é a escalada para o caos social

O golpismo é a escalada para o caos social

O golpismo é a escalada para o caos social – Crédito: George Gianni

 

A oposição insiste em seu discurso de golpismo. Serão eles os primeiros a se confrontar com o caos social e a divergência política estampada nas ruas.

A mídia e a oposição vendem a ideia de que a queda da presidenta Dilma Rousseff transformará o Brasil do dia para a noite e que seus problemas serão resolvidos como num passe de mágica; vendem o onirismo de uma nação sem corrupção pelos efeitos da Lava Jato; e de fato se comprazem com figuras como Eduardo Cunha, Gilmar Mendes, Aécio Neves e toda uma sorte de maníacos por golpismo. Na verdade não sabem eles que o golpismo será a escalada para o caos social caso obtenham sucesso em sua empreitada.

Os problemas do Brasil não serão resolvidos do dia para a noite e uma nação democrática não é um time de futebol; não basta trocar o treinador para começar a vencer. A crise, cantada em prosa e verso pelos monetaristas, não é um simples efeito provocado pelos erros do governo ou pelos conflitos políticos. É uma recessão de alcance mundial e não pode ser resolvida num toque de mágica por um novo presidente a subir a rampa do Palácio.

O golpismo transformará os ocupantes dos cargos do executivo em possíveis impedidos. Não haverá segurança jurídica para nenhum cidadão eleito; seu cargo estará sempre cercado pela ideia do impeachment. Todos sabem disso, sobretudo a oposição porque foi ela a primeira a ressuscitar esta palavra do jargão político. É bem verdade que o PT arriscou falar sobre o impeachment de FHC, mas a ideia de afastar os tucanos viria pela vontade do povo em 2002. De lá para cá, sem a mínima condição de vencer uma eleição ele optam pelo golpismo.

Se não há crime de responsabilidade, por que Dilma seria impedida de governar? Não há razões jurídicas para afastar a presidenta e o baixo apoio popular não deslegitima um governo. Num país onde os grandes empresários não são devidamente taxados em suas monumentais fortunas; onde não há regulação da mídia que dita os próximos passos da política; onde os impostos recaem sempre sobre os ombros do trabalhador, como se pode pensar num novo panorama após a possível queda de Dilma?

Depois de um ciclo de conquistas importantes, o Brasil volta a se deparar com uma crise de proporções complexas. Ela nasce de uma disputa política acirradíssima onde o mercado, como sujeito oculto, dita a derrocada econômica do Brasil. Dia após dia, em escaladas sucessivas sobre a crise, a mídia martela nos nossos ouvidos o que deve ser feito. Ela traça, descaradamente, o roteiro das macrodecisões; à Dilma a Folha de S. Paulo deu um ultimato. As políticas sociais do governo representam para a elite um dinheiro gasto com superfluidades. Vivemos tempos em que a presidenta da República toma decisões açodadas, influenciada por um séquito de políticos ineficientes.

Se Dilma cair, o caos será instalado nesta República. Unificar politicamente este país será uma tarefa tão difícil que desejarão não ter metido a mão nesta cumbuca. O golpismo da oposição não será bem vista por nações democráticas respeitadas no mundo. De repente, a própria oposição se deparará com a verdadeira face de sua criação: os revoltados online instarão as medidas do novo governo. Unida, a esquerda se mobilizará como nunca. Veremos, em cores bem nítidas, o enrubescer dos rostos daqueles que se atreveram a desfiar a democracia.

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