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MPF-SP pune responsáveis pelo trensalão, mas poupa PSDB

MPF-SP pune responsáveis pelo trensalão, mas poupa PSDB

MPF-SP pune responsáveis pelo trensalão, mas poupa PSDB – Crédito: Reprodução/Latuff

 

Mais um exemplo de que o PSDB passa ileso diante da justiça. Em São Paulo, os tucanos foram poupados de sua responsabilidade no cartel de trens paulistanos, mais conhecido como tensalão.

Apesar de avanços pontuais nas investigações sobre o cartel dos trens – o chamado “trensalão” – em São Paulo, o Ministério Público estadual segue isentando de qualquer responsabilidade os agentes públicos dos governos do PSDB, que comanda o estado desde 1995. À omissão do Ministério Público se soma a sistemática blindagem da grande mídia ao esquema que prosperou sob as asas dos tucanos.

Nesta quinta-feira (10), o MP-SP pediu à Justiça a dissolução de nove grupos empresariais que formaram cartel em contratos de manutenção de 88 trens em outubro e novembro de 2007, durante o governo de José Serra, que tiveram aditamento em 2011 e 2012, com Geraldo Alckmin à frente do governo.

Entre as empresas arroladas na ação civil figuram as multinacionais Siemens, Alstom, CAF do Brasil e Bombardier. Os promotores do caso pedem a restituição de R$ 918 milhões aos cofres públicos, sendo R$ 706, 53 milhões por danos materiais e R$ 211,9 milhões por danos morais. Curiosamente, a ação não responsabiliza qualquer agente público.

A deputada Ana Perugini (PT-SP) lamenta que as investigações envolvendo o PSDB não tenham o mesmo rigor das operações que envolvem suspeitas contra o PT. “Ao contrário do que acontece no governo federal onde todas as denúncias são investigadas, em São Paulo há uma blindagem no governo do PSDB. Além de não haver uma investigação rigorosa, a mídia não divulga com a mesma ênfase, como ocorre com a Operação Lava Jato, por exemplo”, diz a parlamentar, que foi deputada estadual em São Paulo e cobrou na Assembleia Legislativa por vários anos a investigação do trensalão.

A atuação do Ministério Público também é alvo das críticas do deputado Carlos Zarattini (PT-SP). “Para os promotores paulistas, nenhum político do PSDB e nenhum funcionário do governo esteve envolvido no cartel. As empresas atuaram sozinhas e vão pagar a conta caladinhos, também sem nenhum executivo processado ou preso. Parabéns, Ministério Público paulista!”, critica Zarattini.

Outro que reprova a proteção generalizada ao tucanato paulista é o deputado Valmir Prascidelli (PT-SP). “O escândalo do trensalão demonstra que parte da imprensa, do Ministério Público e da Justiça dispensa tratamento seletivo e parcial ao PSDB, orientados para isentar Serra, Alckmin e potencializar as denúncias contra o PT e outros partidos. No caso da Petrobras, eles afirmam que o ilícito foi institucionalizado pela empresa, enquanto no cartel do PSDB, só as empresas são culpadas. Não há nenhum peessedebista preso. Enquanto isso, a população de São Paulo sofre com transporte de má qualidade e  com obras paradas no metrô”, compara Prascidelli.

Ana Perugini também lamenta o prejuízo causado à população paulistana pela irresponsabilidade tucana e a impunidade. “A São Paulo tem mais de 11 milhões de habitantes e esses são os maiores prejudicados nesse caso. Em respeito a todos os cidadãos e cidadãs que utilizam o transporte público na capital paulista, é preciso que haja a punição de todos os envolvidos. Se há o corruptor, há também o corrupto que aceita essa situação. O transporte continua deficitário e quem paga o preço é a população”, declarou a deputada.

O trensalão passou a ser investigado no Brasil graças a um acordo de leniência firmado em maio de 2013 pela Siemens com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão antitruste do governo federal. A empresa alemã já vinha sendo investigada na Suíça por práticas de corrupção aqui e em outros países. O cartel dos trens em São Paulo começou a operar em 1998, durante o governo Mário Covas, e funcionou pelo menos até 2008, na gestão de Geraldo Alckmin. A Assembleia Legislativa de São Paulo, controlada com mão de ferro pelos tucanos, nunca abriu uma CPI para investigar o caso.

Fonte: Rogério Tomaz Jr./PT na Câmara

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1 Comentário

  • É dificil entender o nosso pais, talvez impossível, olha esta situação do trensalão em são paulo, a lavajato em curitiba e outras operações presentes e futuras porque em nenhuma circunstância, mesmo mediantes fatos comprovados consegue-se acusar, investigar, processar, intimar, inquirir, enfim nada se consegue contra eles, o PSDB; de onde vem esta monstruosa proteção tão homogênia, sobre este partido politico que afasta e “inocenta”, de qualquer ato juridico investigatório, sobre ele; que caso venha à ocorrer, já inicia com uma “rara” presunçao de inocencia coletiva partidária, seguida de arquivação e esquecimento.

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