Nossa Política » Notícias » Lula se diz alvo de perseguição, segundo interlocutores

Notícias

Lula se diz alvo de perseguição, segundo interlocutores

Lula se diz alvo de perseguição, segundo interlocutores
Lula se diz alvo de perseguição, segundo interlocutores – Crédito: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

 

Segundo informações de interlocutores (estas fontes que nunca aparecem), o ex-presidente Lula afirmou que pedido de delegado para ouvi-lo na Lava Jato é uma forma de municiar a oposição e persegui-lo.

Em conversas com aliados, Lula afirmou que essa é uma tentativa de atingi-lo politicamente, uma vez que o próprio delegado reconhece, em seu relatório, não haver provas de seu envolvimento direto no desvio de recursos da Petrobras.

Após chegar de viagens ao Paraguai e à Argentina, Lula conversou neste fim de semana com aliados sobre a atuação de Souza, que, na quinta-feira, dia 10, solicitou que fosse ouvido no inquérito que trata de parlamentares com foro privilegiado como desdobramento da Operação Lava-Jato.

Segundo seus interlocutores, Lula afirmou que o pedido será usado como munição da oposição. Ainda segundo eles, o ex-presidente reclamou de excessos cometidos por delegados da PF sob a condução do ministro José Eduardo Cardozo.

Um dos principais interlocutores de Lula, o deputado Wadih Damous (PT-RJ) afirmou que essa é uma medida “despropositada”. Damous disse ainda que o pedido “foi criado para beneficiar a oposição”.

“Não conversei com Lula, mas se ele não pensasse assim eu discordaria dele. Estou preocupado com essa partidarização da PF.”

O pedido ainda será analisado pela Procuradoria-Geral da República. Pelas regras em vigor no STF, os pedidos da PF só são avaliados pelo ministro relator dos casos da Lava Jato, Teori Zavascki, depois de uma manifestação formal do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Se Janot for contrário à ideia de ouvir Lula, o ministro do STF não irá ouvi-lo.

Em seu relatório, o delegado reconhece que não há provas do envolvimento direto de Lula, porém considera que a investigação “não pode se furtar à luz da apuração dos fatos” se o ex-presidente foi ou não beneficiado “pelo esquema em curso na Petrobras”, “obtendo vantagens para si, para seu partido, o PT, ou mesmo para seu governo, com a manutenção de uma base de apoio partidário sustentada à custa de negócios ilícitos na referida estatal”.

Fonte: Folhapress

base-banner22

Tags