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“Taxa” de obra vincula governo paulista à Camargo Corrêa

“Taxa” de obra vincula governo paulista à Camargo Corrêa
“Taxa” de obra vincula governo paulista à Camargo Corrêa – Crédito: Wilson Dias/Agência Brasil

 

Segundo informações de relatório da Polícia Federal, administração central do governo paulista recebeu “taxa” de 5,6% da Camargo Corrêa, em obra do Rio Tietê.

Sempre esteve muito claro que a Operação Lava Jato trabalha para mostrar ao Brasil os crimes de corrupção dos partidos políticos, sobretudo os do PT, uma legenda que um dia segurou a bandeira da ética e acabou maculando-se pelos mesmos vícios dos outras. Parece muito obvio que o juiz Sérgio Moro, condutor desta operação, é pouco interessado na política. Entretanto, alguns pequenos e importantes fatos passam ilesos sob o olhar do impecável Moro. A CartaCapital teve acesso a um dos relatórios de documentos apreendidos na casa de Dalton Avancini, da Camargo Corrêa.

O perito da Polícia Federal relata uma “taxa” de 5,6% sobre uma obra no Rio Tietê. Obra do Estado de São Paulo que é governado pelos tucanos desde tempos imemoriais. Será que este indício abrirá novas investigações ou… Isso não vem ao caso?

O site Nossa Política reproduz matéria da CartaCapital:

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Relatório da Polícia Federal – Crédito: Screen/Reprodução

A Camargo Corrêa se encontra praticamente livre da Operação Lava Jato depois de ter assinado um acordo de leniência com o Ministério Público Federal e um termo de cessação com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Seu executivos, com exceção de João Auler, fizeram delações premiadas e tiveram as condenações reduzidas a cumprimento de pena em regime domiciliar.

No entanto, um exame detalhado nas buscas e apreensões em documentos encontrados na casa do ex-presidente da empresa, Dalton dos Santos Avancini, mostra que se houver interesse dos órgãos de investigação de São Paulo, ainda há muita lenha para queimar.

Um deles se encontra no relatório 304/2015 da Polícia Federal. Em um dos arquivos encontrados no computador de Avancini foram identificadas seis planilhas relacionadas à ampliação e ao rebaixamento da calha do rio Tietê, em São Paulo, obra do governo do estado.

Entre as várias colunas, o perito da PF destaca que chama a atenção uma “taxa” de 5,6% sobre o valor total da proposta destinada à administração central.

Os cinco lotes da fase II das obras foram vencidas pelas empresas Odebrecht, Andrade Gutierrez, OAS e Camargo Correa, todas investigadas na Lava Jato. As melhorias da calha do rio foram feita em duas fases ao custo de 1,1 bilhão de reais, cerca de 70% superior ao previsto em 2002, quando era estimado em 688 milhões.

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