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Gilmar Mendes é nada mais que um político no Supremo

Gilmar Mendes é nada mais que um político no Supremo

Gilmar Mendes é nada mais que um político no Supremo – Crédito: Fabio R Pozzebom/Agência Brasil

 

Gilmar Mendes procurou subterfúgios durante um ano e meio para suprimir a ADI enviada pela OAB sobre a proibição do financiamento empresarial de campanhas eleitorais.

Gilmar Mendes recebeu o convite de Fernando Henrique Cardoso para ser ministro da Suprema Corte em 25 de abril de 2002. Foi sabatinado até o dia 15 de maio do mesmo ano pelos senadores da República e, aprovada sua indicação por 16 votos a 6, integrou o seleto grupo de juristas responsável pelas decisões mais importantes para o país. A envergadura do cargo e o senso republicano, porém nunca foram observados por Gilmar Mendes quando o assunto é o Partido dos Trabalhadores. É muito óbvia a sua ojeriza. Assim se originou na Suprema Corte do Brasil um ministro partidário.

A votação da ação que proíbe doações empresariais a campanhas eleitorais evidenciou as intenções do ministro. Durante mais de três horas ele espezinhou o PT. Falou das estrelas, da mão de Deus, do que sabia e do que não sabia para consumir o tempo e adiar para esta quinta-feira (17) a decisão final dos ministros sobre a matéria. Gilmar Mendes não trabalha para a justiça, para o STF e muito menos para o Brasil. Suas posições políticas e ideológicas interferem em suas atribuições.

Não faz muito tempo, Gilmar Mendes se reuniu com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e com o deputado Paulinho da Força. O café da manhã teve como assunto principal o impedimento da presidenta Dilma Rousseff. A imprensa soube e questionou cada um dos participantes sobre o teor da conversa. Eduardo Cunha jurou de pés juntos que não abordaram sobre o impeachment. Quando os jornalistas interpelaram Gilmar Mendes, o ministro não escondeu: disse que trataram do impeachment de forma lateral.

Durante um ano e meio, Gilmar Mendes fez de conta que a ação enviada pela OAB pedindo a proibição das doações empresariais às campanhas eleitorais não existia. Por certo aguardou a posição da Câmara dos Deputados – e de Eduardo Cunha – sobre o assunto. A Câmara aprovou a doação e ainda fez pior: implementou um dispositivo que torna o conteúdo destas doações secreto. A partir desta decisão, Gilmar Mendes retirou da gaveta a ação da OAB e a colocou sob a apreciação dos ministros.

O secretário-geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner, e alguns parlamentares se reuniram com o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, para pedir o fim do financiamento das empresas em campanhas eleitorais. Depois daquele momento, aconteceu o voto de vista de Gilmar Mendes, com três horas perdidas em que ele chamou o PT de Madre Teresa de Calcutá, por ser contra o financiamento. O Partido dos Trabalhadores respondeu que a expressão do ministro foi muito infeliz. Melhor dizer que Gilmar Mendes não diferencia mais suas atribuições dos seus interesses políticos.

Devido à sua parvoíce e até falta de decoro, Gilmar saiu irritado da sessão onde já havia enfadado os presentes e telespectadores pelo blá blá blá de 3 horas. Ontem foi um dia especial para esclarecer quem é Gilmar Mendes no jogo do bicho. Ele está a serviço da mãe da corrupção que são as doações empresariais às campanhas eleitorais; e tergiversa, conchava, conspira quando não se utiliza de artimanhas processuais para fazer valer sua autoridade. É um político e não um ministro do Supremo. Além do mais, todo mundo sabe a que “santos” ele se devota.

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