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Dilma: os discursos dentro de um discurso

Dilma: os discursos dentro de um discurso

Dilma: os discursos dentro de um discurso – Crédito: Ichiro Guerra/ PR

O discurso da presidenta Dilma enfatizou um momento de travessia do Brasil pelos mares bravios da tão alardeada crise. Segundo ela, o país tem tudo para superar as dificuldades.

A presidenta Dilma Rousseff discursou ontem, 7 de setembro, no dia da Independência. A imprensa preferiu, como sempre, ressaltar partes do discurso como quando a petista falou sobre os erros do governo.

É como se um governo não pudesse errar. Ou como se a presidenta da República fosse obrigada a bater no peito e dizer mea culpa vinte e quatro horas por dia. O que Dilma deve fazer é continuar trabalhando para colocar o país nos trilhos.

Mais do que apresentar um discurso publicitário, Dilma falou sobre as recentes tragédias humanitárias dos refugiados na costa europeia; também reforçou a disponibilidade do Brasil em receber estas pessoas e foi de encontro aos xenófobos brasileiros, estes que atentam contra cubanos e haitianos.

Dilma continua enfrentando a resistência daqueles que ontem inflaram mais uma vez os bonecos em Brasília.

Continuará enfrentando a épica jornada da conciliação da base aliada do governo. E transitará entre o sucesso ou insucesso da Era Joaquim Levy.

O importante é dizer que Dilma Rousseff continua disposta a “fazer a travessia” desta crise como mandatária do país. E não há neste momento alguém dentro ou fora do governo capaz de realizar esta tarefa senão ela.

Não que seja uma sumidade política, mas é mulher de fibra, representa uma liderança, uma força estratégica no atual jogo de poder.

Dilma fez questão de conclamar os brasileiros. Este é o caminho. Não adianta governar para meia dúzia ou satisfazer o ego daqueles que deverão, na primeira oportunidade, difamar o governo e com isso o Brasil.

Um dia desses o ex-presidente Lula disse que Dilma precisava se reconciliar com a base do governo. É evidente que a base aliada deve passar por um processo de reafirmação junto ao governo e as suas propostas, mas somente isso não resolve a crise política.

A presidenta deve lutar contra o sibilante toque do martelo midiático e trazer para si o brasileiro mais simples, aquele que se sente traído ou ultrajado pelas promessas de campanha não efetivadas.

Dilma precisa reafirmar os velhos compromissos, sobretudo os compromissos sociais. E atravessando a crise, verá como até mesmo os críticos de agora engolirão a seco as palavras de agravo.

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