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CBF e seleção: tudo como antes

CBF e seleção: tudo como antes

CBF e seleção: tudo como antes

A seleção brasileira não mais empolga, se transformou no objeto de enfado do nosso futebol. E eis a questão: por que a peça rara do esporte nacional chegou esta situação?

Ontem (8), a seleção brasileira de futebol venceu os Estados Unidos por 4 a 1. O torcedor começa a sedimentar nas memórias o fracasso diante da Alemanha, na última Copa do Mundo; já não relembra dos últimos escândalos da FIFA envolvendo o José Maria Marin; e enfim começa a paparicar mais uma vez este elenco de jogadores que endeusados incapazes de levar o futebol brasileiro a algum lugar que não o do desinteresse pelas conquistas. Porque esquecemos o prazer advindo dos importantes títulos. E não bastou uma maré de corrupção para alavancar investigações mais sérias no nosso futebol.

A seleção brasileira se tornou esta coisa chata, enfadonha, desanimadora. Não dá mais para torcer por um time que não se empolga com vitória alguma. Os jogadores estão preocupados com as suas fortunas, seus clubes, seus interesses pessoais e nunca com a torcida brasileira. Um dia, o torcedor de futebol deste país teve o privilégio de assistir jogos memoráveis da seleção. Hoje não adianta mais se empolgar. Para o Dunga a conversa é vencer seja de meia a 0 ou de 9: o que valem são os três pontos e quem espera bom futebol vai ver o Barcelona.

É compreensível que um treinador pense desta forma porque tem conquistas em jogo. Mas se levado muito ao pé da letra, este conceito de “devemos ganhar a todo custo” pode levar o futebol da seleção a se tornar muito mais enfadonho. Nós, brasileiros, estamos acostumados a esquecer de tudo com bastante rapidez; estamos depositando mais confiança em Neymar, o queridinho da mídia esportiva que até hoje não deu um grande título para a seleção; estamos confiando num time que tem apenas o Neymar, afinal, na hora do “vamos ver” quem se destaca é sempre ele; estamos confiando no Dunga, na CBF, no Del Nero (que correu às pressas da Suíça com medo de ser preso como o Marin).

Veja em que furacão está a seleção brasileira e não há uma alma piedosa capaz de interpretar o momento com fidelidade. Na imprensa o que se vê é sempre os destinos da seleção dentro do campo. E por esta incapacidade ou propósito de não enxergar o que está acontecendo, a imprensa compactua com a “draga” miserável em que se encontra o futebol. Dizem que o Dunga está renovando o elenco? Renovando como se as peças mais antigas estão nas tribunas de honra quando não em suas mansões de praia? Como renovar em campo um futebol carcomido pela corrupção? Eis as questões.

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