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Diário de um fracasso ou a manifestação que não houve

Diário de um fracasso ou a manifestação que não houve

Diário de um fracasso ou a manifestação que não houve – Crédito: André Tambucci/ Fotos Públicas

 

Em palavras muito simples, o diário de um fracasso ou a manifestação que não houve exprime a fragilidade das ideias dos manifestantes. Eles jamais derrubarão a presidenta Dilma.

A elite brasileira, como foi descrito num texto preambular de março, aqui neste mesmo site, é burra. Muito mais do que isso ela é intransigente, desrespeitosa e individualista. Não está interessada no Brasil, mas em seus ganhos, suas conquistas intocáveis. A eles não interessa quem governa desde que mantenha a supremacia de uma classe em detrimento das outras; nacionalismo todo brasileiro tem. Não são eles os portadores de camisas em verde e amarelo os mais verdadeiros e efusivos defensores desta pátria.

Nas manifestações de hoje (16) eles mantiveram a essência do exclusivismo, se reuniram nos mesmo locais e gritaram pelos mesmos motes esdrúxulos de um falso patriotismo. Não foi encontrado um mísero trabalhador, negro, pobre, a se misturar entre os “peles claras” com objetivos de impedir a presidenta Dilma. Depauperou a ideia do impeachment e pereceram as intenções golpistas dos nobres manifestantes. Mesmo com o esperado apoio da televisão e o auxílio do discurso midiático, de modo geral, as manifestações de agosto foram um fracasso.

Até mesmo uma equipe da TV Globo foi hostilizada por representantes do MBL (Movimento Brasil Livre). Segundo informações do DCM, o repórter Paulo Renato Soares foi hostilizado por manifestantes ao entrevistar duas pessoas favoráveis à intervenção militar. Como o MBL se mostra contrário a este discurso, seus membros rechaçaram os jornalistas e puseram fim à entrevista. Isso é para provar que a TV Globo, uma das criadoras simbólicas destes revoltados, não tem nenhum controle sobre eles.

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Aécio Neves durou exatos trinta minutos nas manifestações. E não poderia durar mais. O jornal Estado de Minas informou que Aécio estreou em protestos contra Dilma, ficou por ali durante meia hora e depois se escafedeu bem ao seu estilo. Não se podia esperar mais de um senador que mal aparece no Senado. Nem mesmo para representar uma força institucional contraria ao governo ele serve. Na verdade o presidente do PSDB não consegue representar senão sua sede de poder e sua visão embaçada pelo desejo quase torpe de derrubar a presidenta eleita.

No fim das contas, este domingo foi um fiasco para os manifestantes. Não foi ainda uma vitória para o governo, mas brevemente o brasileiro poderá refletir e depurar as condições desta crise. Não serão estes tresloucados os donos da verdade, assim como não serão capazes de macular a política social dos governos Lula e Dilma com seu despeito vociferante. O brasileiro não cai mais nesta mentira contada e recontada pelo retumbante toque do martelo midiático. O brasileiro não se comove mais com as chamadas do Fantástico ou a cobertura mais uma vez tendenciosa da TV Globo, da Globo News e CBN.

Neste Brasil de diferentes cores e de inexplorada diversidade de ideias, a TV exibiu um tom monocromático e estampou um pensamento monolítico. Somente assim se pode descrever o diário de um fracasso. Ainda que o impeachment da presidenta Dilma Rousseff circule pelas ideias disparatadas de um oposicionista, é bom saber que ela somente deixará o cargo em 2018. Pela força não vão vencer a democracia.

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