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Contas dos governos Lula, FHC e Itamar foram aprovadas

Contas dos governos Lula, FHC e Itamar foram aprovadas

Contas dos governos Lula, FHC e Itamar foram aprovadas – Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

A Câmara dos Deputados, em clima tranquilo, aprovou as contas dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso e Itamar Franco.

Em clima ameno e com votação simbólica a Câmara dos Deputados aprovou no começo da tarde desta quinta-feira as contas de três ex-presidentes. Com esse primeiro pacote de contas passadas votado, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deverá agora colocar outros anos em votação e assim deixar o caminho livre para a apreciação das contas do ano de 2014, o grande alvo da oposição numa das frentes que tentarão o Impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Foram aprovadas as contas referentes ao exercício de 1992 da gestão Itamar Franco, de 2002 da gestão Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e dos anos de 2006 e 2008 que abrangem o período presidido por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As contas de 2002 e de 2008, apesar de ressalvas feitas pelo TCU em seu relatório encaminhado ao Congresso, foram aprovadas sem celeumas. Nem o PT votou contra as contas de Fernando Henrique Cardoso e nem o PSDB encaminhou voto contra as contas de Lula.

Alguns tucanos admitiram acordo para que discussões fossem evitadas e as contas fosse votadas com rapidez. O PSDB quer, tanto quanto Cunha, limpar rapidamente a fila de contas a serem votadas após analise do TCU para poder finalmente apreciar os dados referentes a 2014. “A ideia limpar e chegar em 20014”, admite o vice-líder do PSDB, Nilson Leitão (MT). “Não é nenhum demérito para quem quer votar. Se está desde 2002 sem votar é necessário que se vote”, acrescenta ele.

O petista justificou o voto favorável do partido nas contas de Fernando Henrique Cardoso com base em avaliação técnica, mesmo com as ressalvas do TCU. O partido diz não querer politizar a questão para evidentemente não ter suas contas alvo de avaliação política, embora a apreciação em Plenário seja essencialmente política. “Os pareceres do TCU, mesmo com ressalvas, eram favoráveis a aprovação das contas e estamos tendo um cuidado no sentido de não permitir que haja nenhuma politização num tema como esse”, declara Pimenta.

“Já basta esse casuísmo criado pelo presidente da Casa que, de maneira intempestiva resolveu pautar contas que não eram analisadas há quase 20 anos, evidentemente com objetivo político de criar um fato novo nesse ambiente de investigação de denúncias que o país vive. No mérito das contas pretendemos manter essa serenidade e acho que isso pautou tanto o voto do PSDB quanto do nosso”, diz ele.

Leitão justificou que a posição do PSDB com relação às contas de Lula foi baseada na indicação feita pelo TCU, apesar de o exercício de 2008 também ter sido aprovado com ressalvas. “Essas contas não têm nenhum óbice, a não ser aquilo que se fala da Passadena, que não consta no relatório. Foi aprovada pelo TCU encaminhado favoravelmente então não há porque reprovar aqui na Casa sem nenhuma substância técnica de fato”, justifica o vice-líder tucano.

“Como o próprio tribunal, que é nosso assessor técnico para esse assunto, aponta que as contas tiveram condições de ser aprovadas, não seremos nós que iremos tripudiar ou criar fatos em cima disso”. Leitão foi um dos tucanos que defendeu a estratégia de questionamento de contas da presidente Dilma como argumento para um pedido de afastamento da presidente. Na ocasião, ele defendeu a realização de novas eleições e não da posse do vice-presidente Michel Temer (PMDB).

Agora, entretanto, Leitão relativizou o embate. “Não queremos derrotar o PT por causa de uma conta. Queremos derrotá-los pela ingerência, inoperância e corrupção que estão sendo cometidas”, critica ele, que não descartou um posicionamento diferente com relação às contas de Lula referentes ao ano de 2005, quando veio à público o escândalo do mensalão. “Quem sabe a de 2005, se tiver outros apontamentos, não tivemos acesso a elas, é claro que poderá ter uma mudança de comportamento. Nessas (2008 e 2006) sentimos mais tranquilidade”.

Fonte: IG Último Segundo

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