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Catta Preta: Júlio Camargo tinha medo de chegar a Cunha

Catta Preta: Júlio Camargo tinha medo de chegar a Cunha

Catta Preta: Júlio Camargo tinha medo de chegar a Cunha – Crédito: Paulo Liebert/Estadão

Enquanto os deputados membros da CPI da Petrobras tentam desmentir as declarações da advogada Beatriz Catta Preta, o lamaçal se aproxima de Eduardo Cunha.

A Operação Lava Jato oferece subsídios jurídicos para a CPI da Petrobras; os deputados podem até não serem versados em direito, mas têm que se virar no jogo do inquérito. Nesta interligação do poder legislativo com o judiciário (quando a CPI é séria e não representa uma ferramenta de politicagem) as forças tendem a se organizar para elucidar os esquemas e apurar a verdade dos fatos apurados cada um em sua esfera institucional.

O que acontece neste momento na CPI da Petrobras e na Lava Jato é uma total desconsideração da lei. Aquela história da advogada Beatriz Catta Preta partir para Miami não cheirava bem. Ela abdicou da defesa de Julio Camargo alegando que também abandonaria a advocacia. A imprensa repercutiu o assunto de maneira tão efetiva que a advogada resolveu se explicar no Jornal Nacional.

Beatriz Catta Preta se falou ao JN que recebeu ameaças de maneira “velada”. “Não recebi ameaças de morte, não recebi ameaças diretas, mas elas vêm de forma velada, elas vêm cifradas”, disse. Ela foi questionada sobre quais eram os autores das supostas tentativas de intimidação e respondeu: “Vem dos integrantes da CPI, daqueles que votaram a favor da minha convocação”, declarou.

O site Nossa Política publicou no dia 23 de julho uma notícia sobre a repentina ausência da advogada Beatriz Catta Preta a partir da delação de Julio Camargo que revelou o esquema de propina do deputado Eduardo Cunha. Há algo de podre no reino desta Lava Jato. Parece que agora o juiz Moro se depara com um político capaz dos piores golpes para se manter no poder. Eduardo Cunha pode ter tirado a advogada da causa, uma vez que ela incentivou a maioria dos seus clientes a assinar acordos de delação. E pode apostar que Julio Camargo só mostrou a ponta do iceberg sobre a vida nada impoluta do ainda presidente da Câmara.