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Renan Calheiros e “os meses nebulosos”

Renan Calheiros e “os meses nebulosos”

Renan Calheiros e “os meses nebulosos” – Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

 

Renan Calheiros, presidente do Senado, antecipa os meses nebulosos com o pressentimento de que eles trarão más notícias para si.

O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), saiu em defesa do colega de partido Eduardo Cunha, continuou criticando o ajuste fiscal e disse que o segundo semestre terá “meses nebulosos”. O pronunciamento de Renan foi feito na TV Senado, no último dia de atividades do Congresso Nacional no primeiro semestre. No mesmo dia, o presidente da Câmara fez um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV para relatar o que os deputados produziram nos primeiros seis meses do ano.

Renan Calheiros, defendendo o presidente da Câmara, com quem disse ter “uma excelente relação”, falou por quase 17 minutos. “Acho que a atuação dele [Cunha], sua independência, colaborou muito para este momento do Congresso Nacional”, reforçou. Renan se antecipou. Falou sobre os projetos da Casa, sobre as votações e apresentou as conquistas do Senado nos últimos meses.

Entretanto, Renan Calheiros, que é investigado na Operação Lava Jato, fez uma análise sobre o que acontecerá no futuro bem próximo: “Não diria que será um agosto ou setembro negro, mas serão meses nebulosos, com a concentração de uma agenda muito pesada. Cabe a todos nós resolvê-la”.

O senador de Alagoas voltou a criticar o ajuste fiscal do governo. Para ele, o ajuste foi uma medida paliativa. “Ele [o ajuste] é insuficiente, tacanho. Até aqui, quem pagou a conta foi o andar de baixo”. E completou: “Esse ajuste sem crescimento econômico é cachorro correndo atrás do rabo: circular, irracional e não sai do lugar. É enxugar gelo até ele derreter”.

Renan disse, ao longo do pronunciamento, que homens públicos precisam “responder às demandas da Justiça”. “A diferença está na qualidade das respostas e, as que me cabem, prestarei todas as vezes em que a Justiça me solicitar, à luz do dia, democraticamente, no processo legal”. Para alguns analistas políticos, Renan Calheiros está antecipando uma resposta ao possível agravamento de seu quadro na Lava Jato.

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