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Erundina: Câmara está no ‘fundo do poço’

Erundina: Câmara está no 'fundo do poço'

Erundina: Câmara está no ‘fundo do poço’ – Crédito: Mauricio Garcia de Souza

 

A Deputada Luiza Erundina criticou o conservadorismo da Câmara e, sobretudo a reforma política que chamou de “remendos na legislação eleitoral”.

Está todo mundo cansado de saber que o Eduardo Cunha está transformando a Câmara dos Deputados em um poço de conservadorismo e poucas são as vozes que se levantam conta ele. Uma dessas vozes é a da Deputada Luiza Erundina, uma das grandes forças políticas deste país. Erundina criticou o que chamam de reforma política e disse que a Câmara precisa resistir para sobreviver. A matéria abaixo é do Jornal do Brasil.

A deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP), afastada por dois meses da Câmara por problemas de saúde, retornou ao Congresso e fez duras críticas ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), em entrevista à Carta Capital. Para ela, a reforma política aprovada na Câmara piora a estrutura política e partidária e não poderia ser chamada de reforma, mas de “remendos na legislação eleitoral”, que agravam as distorções.

Ela analisou o que foi feito com a reforma: “O quadro partidário está exaurido, as legendas perderam sua identidade. A relação entre os poderes está completamente esgaçada. É uma crise sistêmica do Estado brasileiro e do sistema político, que necessitaria de uma reforma profunda, democrática e corajosa.”

A deputada destacou na entrevista que uma das principais causas da corrupção eleitoral é justamente o financiamento privado de campanha, que não só foi mantido como passou a ser “constitucionalizado”. A crise política e institucional é de uma gravidade que eu nunca vi durante o tempo que estou na política”, afirma.

Erundina destacou ainda que as comissões do Congresso estão “dominadas por conservadores”. “Os espaços onde conseguíamos interferir não existem mais. Entramos numa fase de resistência. É resistir para não desaparecer. Se chegou ao fundo do poço, mas, sou otimista, dependendo do que a gente faça, do diálogo com a sociedade, com os movimentos. Isso dá vitalidade aos nossos mandatos e a esperança de que essa representação seja uma ferramenta de luta dos trabalhadores.”

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