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Dilma Rousseff e a replicação da crise

Dilma Rousseff e a replicação da crise

Dilma Rousseff e a replicação da crise – Crédito: Lula Marques/Agência PT

 

A crise é replicada o tempo inteiro; segundo os institutos de pesquisa, os números favoráveis à presidenta Dilma Rousseff diminuem. Como entender a realidade das medidas imensuráveis?

Os institutos de pesquisa continuam medindo o imensurável. Segundo a pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira, 21, numa eleição presidencial realizada neste momento, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) venceria o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O instituto também mediu a popularidade da presidenta Dilma Rousseff. A avaliação positiva do governo Dilma Rousseff caiu para 7,7%. A avaliação negativa passou de 64,8%, em março, para 70,9% no levantamento feito entre os dias 12 e 16 de julho. Foram ouvidas 2.002 pessoas, em 137 municípios.

Replicar estes números aqui não significa aceitá-los, mas sim contestá-los; é evidente que a presidenta não usufrui do prestígio de outras épocas pela condição econômica do Brasil. Além disso, a crise política e institucional deflagra um momento acirradíssimo na luta por poder. Existe um clube de políticos focados em derrubar a presidenta Dilma Rousseff, mas que não tem respostas eficazes para tirar o país da crise. É simplesmente o desejo de tomar o poder, porque resolver a crise é outros quinhentos.

Quando os institutos de pesquisa reafirmam o descontentamento da população com o governo, com as políticas econômicas e com a crise política insolúvel, definem a urgência da substituição. Entretanto, Dilma sofre com as marteladas midiáticas de uma imprensa inconsequente. Os eternos adversários dos governos petistas encontraram um tesouro precioso: a instabilidade política da presidente da República. É com isso que trabalham dia após dia. É uma incansável luta de desconstrução não apenas da imagem da mandatária nacional, mas do próprio governo e, sobretudo do próprio país.

A insatisfação popular é o sustentáculo de um impeachment, de um golpe e a pesquisa funciona como um termômetro do trabalho da Casa Grande midiática. Os brasileiros estão sendo reduzidos à contestação involuntária da crise; a TV a replica, o jornal idem, o brasileiro a confirma segundo por segundo. Colocamos a crise no prato, nos bate-papos no boteco, na confissão a um amigo. E aderimos ao derrotismo e ao complexo de vira-latas que tanto rebaixou o brasileiro em sua personalidade.

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