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Dilma e a entrevista à Folha: repercussão

Dilma e a entrevista à Folha: repercussão
Dilma e a entrevista à Folha: repercussão – Crédito: Uol

 

Dilma e a entrevista à Folha: repercussão

A entrevista de Dilma Rousseff à Folha de S. Paulo demonstra que existe uma possibilidade de reação do governo às críticas maciças e massivas que têm recebido.

Não por isso ela tem que ser vista com bons olhos, sobretudo porque a Folha de S. Paulo, assim como a TV Globo, tem intensificado os ataques ao governo e ao PT.

Dilma merecia um espaço no horário nobre da TV, mesmo com panelaço e tudo. Ela tem que começar a dar o nome aos bois. A entrevista à Folha tem repercussão, mas não conta com a abrangência da televisão.

A presidente da República precisa dizer ao povo que ela venceu o pleito de 2014 e o senador Aécio Neves é nada mais que um golpista de segunda. Talvez seja pelo silêncio de Dilma que a sanha do PSDB tenha adquirido níveis impensáveis.

A repercussão desta entrevista mostra que a presidente Dilma Rousseff está atenta aos sinais da política brasileira. A expectativa é que ela continue respondendo aos assédios dos golpistas, mas nunca se pode esperar que a abrangência seja grande ou que a repercussão alcance aquele sujeito simples que votou na candidata petista.

O discurso do governo deve alcançar o brasileiro simples e explicar a ele o que é o ajuste fiscal, por que o Brasil atravessa uma crise, quais são as verdades e as mentiras contadas pela imprensa e o como a Operação Lava Jato tem travado o país.

Enquanto a imprensa dita as regras de um jogo sujo no qual a presidente é alijada do direito de se expressar – porque criaram uma turma de reacionários capazes de vexar uma mandatária – o governo deixa de dar satisfações a quem de fato precisa ouvi-lo.

Verdade seja dita: Dilma Rousseff há de dar um novo rumo ao seu governo caso comece a dialogar com o povo, seja através dos meios que não a apoiam, seja por meio dos meios progressistas.

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