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Desemprego: europeus têm taxas mais altas que o Brasil

Desemprego: europeus tem taxas mais altas que o Brasil

Desemprego: europeus tem taxas mais altas que o Brasil – Crédito: Eurostat

Países da Zona do Euro tem médias de desemprego superiores à do Brasil; na França, por exemplo, não se ouve falar em crise, mas a taxa é de 10,3%.

Os últimos números divulgados pelo IBGE apontam que a taxa de desemprego no Brasil ficou em 6,9%, em junho. Internamente, a taxa é alardeada como claro sinal de uma grave crise econômica. Contudo, quando comparamos a taxa do Brasil com as da Europa, é claro constatar que a situação no Brasil está longe de ser alarmante, como insistem em afirmar.

Na França, por exemplo, onde não se houve falar de crise econômica, a taxa foi de 10,3% em maio. No Reino Unido e na Alemanha, países que estão longe de sofrer com as recentes turbulências, os percentuais são de 5,6% (abril) e 4,7% (maio), respectivamente.

O desempenho da economia mundial está prejudicando a retomada do mercado de trabalho em vários países. A Zona do Euro segue em estagnação econômica e está com uma taxa média de desemprego de 11,3%, sendo de 12,7% na Itália e de 23,2% na Espanha. Em recuperação lenta, os Estados Unidos tem uma desocupação de 5,5%.

Nesse cenário, o Brasil ainda mantém taxas consideradas baixas, na comparação com o restante do mundo. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas atingiu 6,2% em março deste ano, ligeiramente acima dos 5,9% registrados em fevereiro último.

Os demais países dos Brics estão com tendências diferentes. China e Rússia encontram-se com taxas baixas de desemprego de 4,1% e de 5,9%, respectivamente. O índice sobe para 8,6% na economia da Índia. A situação está mais crítica no menor parceiro do grupo, a África do Sul, que tem 24,3% de desocupação.

No final do ano passado, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgou uma avaliação dos países da América Latina e do Caribe. A região reduziu o desemprego no ano passado, de 6,5% para 6,2%. Os países do Mercosul fecharam com 5,5% em 2014, mas a taxa deve subir neste ano.

Olhando para estes números, a taxa de 6,9% no Brasil está longe de ser sinônimo de abismo no mercado de trabalho.

Fonte: Com informações de agências.