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“Crise é transitória”, diz Dilma aos governadores

“Crise é transitória”, diz Dilma aos governadores

“Crise é transitória”, diz Dilma aos governadores – Crédito: Ichiro Guerra/PR

Reunida com todos os governadores dos Estados brasileiros, a presidenta Dilma Rousseff demonstrou que o país já passou pelo pior e a crise é transitória.

A presidenta Dilma Rousseff disse aos governadores que o país passa por um período de transição, e que o pior já passou. No início da fala, Dilma afirmou que ninguém se pode dar ao luxo de ignorar a realidade, mas acredita que o Brasil vai superar as dificuldades. “Nós, como governantes que somos, não podemos nos dar ao luxo de ignorar a realidade. Não nego as dificuldades, mas afirmo que todos nós aqui temos condições de superar essas dificuldades e, num prazo mais curto do que pensam, assistir à retomada do crescimento”, acrescentou.

A presidenta disse que o encontro com os governadores tem um papel muito importante “nos destinos e na condução dos caminhos do Brasil“. “É importante que nós consideremos que fomos eleitos e fizemos nossas campanhas em uma conjuntura ainda bem mais favorável do que aquela que estamos enfrentando”, afirmou.

Dilma pediu a todos uma série de iniciativas, como a reforma do ICMS que, segundo ela, embora seja de ordem microeconômica, terá repercussões macroeconômicas para o crescimento e para a geração de empregos. “Conto com vocês. Quero dizer, do fundo do coração, que vocês podem contar comigo. Há muito que nós sabemos que o Brasil se passa nos estados e nos municípios. Se nós não tivermos um projeto de cooperação federativa, em que nos articulemos e façamos com que ela dê frutos e resultados, não estaremos trilhando o bom caminho. O bom caminho é aquele da cooperação”.

Ela também ressaltou a importância do agronegócio. “Aqui temos governadores que sabem a expressão que o agronegócio tem, não só nas nossas contas externas como na expansão do país”, disse. Dilma também afirmou que os estados devem dar oportunidade para que as pessoas empreendam. “Todos nós, em maior ou menor escala, enfrentamos dificuldades… A saída para resolvermos o nosso problema é usar os recursos disponíveis e fazer mais com o que temos”.

A presidenta fez um apelo sobre a questão da segurança pública. Para ela, é necessária uma cooperação federativa, tendo como alvo as populações mais pobres, para frear o crescimento de homicídios.

“Proponho uma cooperação federativa. Concentrada no esforço comum de todos nós, que integram os demais poderes do estado, em especial o Judiciário, para interrompermos os números de homicídios que façam uma pessoa ser assassinada a cada 10 minutos”, disse a presidenta. “[Precisamos] desenvolver políticas de segurança e sociais em populações vulneráveis. Podemos interromper o número de homicídios, num horizonte de agora até 2018”, completou.

Os governadores começaram a chegar no Palácio da Alvorada por volta de 16h. Em seguida, a presidenta, junto com uma equipe de ministros, sentou-se à mesa da reunião e fez o discurso de abertura. Estiveram presentes, dentre outros ministros, o da Fazenda, Joaquim Levy, da Casa Civil, Aloizio Mercadante e do Planejamento, Nelson Barbosa, além de Cardozo.

Pela primeira vez em seu segundo mandato, Dilma se reúne com os governadores de todas as regiões do país. Com exceção do governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), que foi representado pela vice, Rose Modesto, os demais chefes dos Executivos estaduais e do Distrito Federal estiveram presentes no encontro.

Entre os temas em pauta no Palácio da Alvorada, em Brasília, a reforma do Imposto sobre Comercialização de Mercadorias e Serviços (ICMS) terá importância especial, pois uma proposta sobre o tema está em vias de ser votada pelos senadores, assim que retornarem do recesso na próxima semana. Além das medidas que pretende apresentar, Dilma quer ouvir as demandas dos governadores.

Com informações de agências.