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Conspiração: a máquina do golpe não cessa

Conspiração: a máquina do golpe não cessa

Conspiração: a máquina do golpe não cessa – Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

 

Conspiração é a palavra de ordem dos bastidores políticos; entre a democracia e o golpismo há abismos infinitos. Que caminhos o Brasil trilhará se os ideais democráticos não forem respeitados?

Enlameados numa conspiração sórdida, o Congresso Nacional e o TCU, conspiram sem nenhuma ressalva, diante de toda sociedade atônita. Agora tudo está mais claro do e nunca: o presidente do TCU, Augusto Nardes, foi ao Congresso pedir pessoalmente aos presidentes do Senado e da Câmara, Renan Calheiros e Eduardo Cunha, para darem prioridade à votação.

Vivemos tempos bicudos, como diria uma célebre personagem de uma sitcom. A comédia de situação desta feita é, às claras, o golpismo. A conspiração ganhou espaço em nossos noticiários e a sociedade não a enxerga, as instituições ainda ilibadas não conseguem combatê-la, o poder instituído democraticamente contra ela nada pode fazer.

Por determinação expressa de Augusto Nardes, as mil páginas de defesa do governo Dilma serão analisadas em quinze dias, em regime de urgência. E a ânsia golpista é uma coisa extraordinária: contando com a perspectiva de que o governo não tenha cometido nenhum equívoco, o ministro vai votar as suas contas. Você sabe quando foi a última vez que o TCU votou contas de governos? Antes da Era FHC.

As contas de Dilma serão votadas até agosto. Em agosto, a máquina do golpe deve se mobilizar mais uma vez contra a presidente da República; em agosto, quando está prevista mais uma manifestação nobiliárquica nas praças insignes deste país, a artilharia dos golpistas e conspiradores estará preparada para alvejar a democracia.

Existe uma guerra travada. Poucas pessoas se dão conta de que este momento é terrível para o Brasil. Políticos conspiram e integram verdadeiros blocos de poder em busca de destituir a presidenta da República, assim como aconteceu em 1964. A conspiração é a palavra de ordem dos superiores das instituições públicas.

A dissolução dos poderes democráticos pode levar o Brasil a um acirramento político nunca visto antes; as pessoas irão às ruas; a militância entrará no jogo. A sociedade civil precisa intervir em defesa da democracia. Do contrário, correremos o risco de beber aquele cálice amargo que um dia brindaram por nós durante 21 anos.

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