Notícias

Collor: vive-se um clima de terror

Collor: vivem-se dias de terror

Collor: vivem-se dias de terror – Crédito: Marcos Oliveira/Agência Senado

 

De buscas aparatosas e prisões espetaculares tem vivido a Polícia Federal sob o jugo de Sérgio Moro. Não importa quem seja o alvo. A mão do algoz é sempre pesada. E o ex-presidente Collor expõe o clima de terror.

Agentes da Polícia Federal, aparentemente sem mandado de busca e apreensão, invadiram o apartamento funcional do Senador Fernando Collor de Mello. Segundo informações da Agência Brasil, o diretor da Polícia do Senado Federal, Pedro Carvalho, disse que os seus agentes foram impedidos de entrar em uma residência oficial do Senado Federal e não lhes foi apresentado um mandado de busca e apreensão, nenhum dos membros presentes se identificou. Carvalho disse que os agentes fizeram a busca sem a presença de oficiais da Polícia Legislativa.

Para o advogado do Senado, Alberto Cascais, foi descumprida uma importante resolução da Casa. De acordo com ele esta resolução até mesmo para cumprir um mandado de busca e apreensão precisaria a competência da  Polícia do Senado. Então se a Polícia Federal dispõem de um mandado de busca e apreensão, teria que apresentar à Polícia do Senado e solicitar o acompanhamento.

Em nota, no Facebook, a assessoria do senador Collor criticou a operação por alimentar um clima de terror.

Ao contrário disso, por duas vezes o Senador se colocou à disposição para ser ouvido pela Polícia Federal, sendo que nas duas vezes seu depoimento foi desmarcado na véspera. Medidas dessa ordem buscam apenas constranger o destinatário, alimentar o clima de terror e perseguição e, com isso, intimidar futuras testemunhas.

A Polícia Federal não respondeu aos veículos que tentaram contato. Esta operação foi batizada de Polítéia e faz buscas em apartamentos de outros políticos envolvidos na Lava Jato, entre eles o presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) e o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE). A Polícia Federal também fez buscas e apreensões em endereços ligados ao ex-ministro das Cidades Mário Negromonte, que atualmente é integrante do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA), e ao ex-deputado federal pelo PP de Santa Catarina, João Pizzolatti.

base-banner22