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Adesivo ofensivo a Dilma foi vendido por uma mulher

 Adesivo ofensivo a Dilma foi vendido por uma mulher

Adesivo ofensivo a Dilma foi vendido por uma mulher – Crédito: Thiago Bernardes/Estadão

 

 Adesivo ofensivo a Dilma foi vendido por uma mulher

Uma mulher que expõe o adesivo de outra mulher em condições vexatória – ainda que esta seja a presidente do Brasil (poderia exercer qualquer outra função) – define sua insensibilidade entranhada na alma. Uma mulher que expõe a privacidade da outra, mesmo que em adesivos de conduta misógina não deve ser tratada como cidadã. Passa longe. O MercadoLivre, que vende de tudo, deveria ao menos filtrar aquilo que vai ao site de vendas. Ou seria demais para eles pensar que um adesivo que expõe a presidente da República ao ridículo (e ao despudor) é crime? Por isso Dilma deu entrevistas dizendo que sofre uma pressão maior por ser mulher. Ora, vivemos numa sociedade patriarcal. Numa sociedade onde nem as mulheres costumam assumir posições mais feministas. Matéria abaixo é do Portal Terra.

Os adesivos machistas com ofensas à presidente Dilma Rousseff (PT) foram colocados à venda na internet por uma mulher. No material, produzido para ser colado na entrada do tanque de combustível dos veículos, uma montagem põe o rosto de Dilma no corpo de uma mulher nua, com as pernas abertas.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), que investiga o caso, a mulher que anunciou a venda dos adesivos no MercadoLivre mora no Recife, capital de Pernambuco. Como a apuração está em fase inicial, a mulher não teve a identidade revelada.

No início deste mês, o MercadoLivre informou que, após receber uma denúncia, retiraria os anúncios de circulação por suspeitar que os adesivos poderiam configurar crime. “O conteúdo poderá configurar difamação, conforme previsto no artigo 140 da Lei do Código Penal: ‘Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro’. Desta forma, a denúncia foi aceita, pois o anúncio realizado está contrário aos Termos e Condições de Uso do MercadoLivre e foi retirado do ar”, informou a empresa na ocasião, em nota.

“Intolerável”

O caso foi encaminhado ao MPF – e também à Advocacia-Geral da União (AGU) e ao Ministério da Justiça – pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência, que classificou o material como “intolerável”. Em nota, a secretaria afirmou que pediria providências no sentido de se “investigar e responsabilizar quem produz, divulga e comercializa adesivos para carros lesivos aos direitos e garantias das mulheres e, em especial, da Presidenta da República”.

Para a ministra Eleonora Menicucci, que comanda a pasta, o material causa “indignação”. “Recebi as denúncias com muita indignação. É intolerável o material que violenta a imagem da presidenta Dilma. Ele fere a Constituição ao desrespeitar a dignidade de uma cidadã brasileira e da instituição que ela representa, para a qual foi eleita e reeleita democraticamente”, afirmou.

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