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“Parlashopping” em tempos de crise

"Parlashopping" em tempos de crise

“Parlashopping” em tempos de crise – Crédito: Câmara dos Deputados/Divulgação

 

“Parlashopping” em tempos de crise

Shoppings são templos de consumo onde se vende de tudo. Ou pelo menos onde se espera vender produtos de diferentes categorias. A curiosidade aguça o pensamento para saber o que se venderia no Parlashopping, o espaço consumista que será instalado no Congresso Nacional ao bel-prazer dos senadores e deputados. Alguns chargistas anteciparam os projetos da negociata: devem vender aquilo que sempre venderam, ou seja, o voto, a alma, a honra.

O Parlashopping foi rescussitado por Eduardo Cunha, este estadista maravilhoso que anda estampando as capas de ‘Veja’ e Folha de S. Paulo. Enquanto os deputados escarnecem a população brasileira – porque pregam o caos e ao mesmo tempo aprovam a construção de um shopping de 1 bilhão de reais – o presidente da Câmara dedica-se a estabelecer metas mais concretas de poder.

Se o amigo trabalhador está vendo com seus próprios olhos a dificuldade do governo em manter a economia nos trilhos para evitar situação pior; se está retirando de suas contas alguns produtos e serviços supérfluos; se ainda acredita que a crise está instalada apenas no poder executivo: pare para pensar. Deputados e senadores aprovaram a construção de um shopping de 1 bilhão de reais!

A austeridade de Eduardo Cunha não passa de uma máscara. Ele é mais um político que tem projetos de poder ligado às grandes corporações que o bancaram na última campanha eleitoral. A ideia deste Parlashopping é apenas o fio da meada. Eduardo Cunha tem planos de poder muito mais audaciosos.

O Brasil há de pagar um preço muito mais caro do que este shopping caso não se mobilize contra estas forças conservadoras que ocupam o poder. Atrás de um discurso religioso que somente faz amainar os ânimos – porque por trás das palavras de paz existe somente interesse político e de dinheiro – o Eduardo Cunha constrói bases que podem se manter sólidas quando seu indiciamento na Lava Jato se tornar uma realidade. Se é que isto acontecerá.

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