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Moro e a governança do Brasil

Moro e a governança do Brasil

Moro e a governança do Brasil – Crédito: Fotos Públicas

 

Moro e a governança do Brasil

Na última quarta-feira (17), o site Nossa Política publicou artigo de Mailson Ramos sobre a o foco das investigações da Operação Lava Jato ter se voltado para o presidente Lula. Não era o Dirceu, muito menos a Dilma; o alvo das investigações sempre foi o Lula, especialmente porque, depois de um momento de torpor, quando a agenda positiva do governo parecia ganhar impulso, eis que surge a famosa “sexta-feira” das apreensões surpresas. O juiz Sérgio Moro conseguiu engaiolar mais dois diretores de empreiteiras e reter, em sua mediavalesca prisão aqueles que, na próxima semana, serão obrigados a delatar.

Sobre Moro é possível dizer duas coisas: ele quer esfacelar o governo, dia após dia, e manter o foco em Lula. De acordo com Noblat, em seu Twitter, Moro se refere ao petista como “Nine” – nove em inglês -, quando está entre amigos. “Tem esperança de pegá-lo”, afirma o colunista de O Globo, em referência à fase mais recente da operação, que prendeu Marcelo Odebrecht, empreiteiro próximo de Lula.

A possibilidade de que as empreiteiras sejam afastadas dos processos licitatórios do pacote de concessões lançado pela presidente Dilma Rousseff na última semana é mais uma pá de cal na economia. O ministro José Eduardo Cardozo, em entrevista ao Estado de S. Paulo, resolveu tomar as dores do governo (bem tarde) e defender a autonomia do executivo: “Estou falando isso a partir de teses que surgiram, eu não comento decisões judiciais”, disse. “Mas existem questões que precisam ser esclarecidas”, continuou.

Cardozo, o ministro placebo da Justiça, acabou cedendo espaços para que a Operação Lava Jato tivesse um viés totalmente político. Ela é uma operação investigativa, mas que atenta para os interesses políticos. O PT continua mantendo vendas nos olhos, achando que a próxima fase da investigação vai atingir todos os grandes partidos e não apenas a ele. Enquanto isso Dilma permanece em inércia, sem saber quem pode salvar o seu governo. Ninguém pode salvar aquilo que está sendo corroído por dentro.

Este ministro placebo da Justiça chamado José Eduardo Cardozo deveria tomar as rédeas e evitar que o Brasil pare por causa de uma investigação. Suspeitos devem ser investigados e julgados; culpados devem ser condenados e presos, mas o país não pode parar. Estamos na contramão da história, governados não por uma presidente, mas por aqueles que sitiam sua posição democrática e institucional. O Brasil tem sido governado de dois QGs: o de Curitiba e o das redações da velha imprensa.

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