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Folha de S. Paulo: o desvalor à notícia

Folha de S. Paulo: o desvalor à notícia

Folha de S. Paulo: o desvalor à notícia – Crédito: Reprodução

 

Folha de S. Paulo: o desvalor à notícia

Como todo mundo sabe o Lula é o alvo perfeito. A imprensa golpista sonha com o dia em que verá o ex-presidente cruzando as dependências da base de Sérgio Moro, em Curitiba. Mas antes disso ela se antecipa com factoides, inventa notícias e as desvaloriza. Lá se vai o dia em que o jornalismo da grande mídia revisava as publicações. Hoje se publica o que interessa aos grupos hegemônicos, entre eles a própria imprensa. De Conceição Lemes  do Viomundo através do Tijolaço.

Dispensa comentários, porque as imagens fornecem ao texto quase que um desenho da narrativa, o artigo escrito por Conceição Lemes no Viomundo sobre o circo armado pela Folha – e por boa parte da mídia – em torno do palerma (ou provocador) que impetrou o tal patético “habeas corpus” em favor de Lula que, como disse o próprio desembargador que negou seguimento à pataquada jurídica. Só serve para “expor e prejudicar” o ex-presidente.

Desejo que um transtornado, que já impetrou 150 (!!!) habeas corpus – marca que poucos advogados conseguiram atingir com anos e anos de carreira, ao qual, de imediato, toda a grande mídia atendeu.

Coube à Folha erguer o mastro principal do circo, o que Conceição fotografa, em detalhes, para reconstruir o “passo a passo” de uma sordidez.

Leia o texto que reproduzo, com suas imagens, tomando apenas a liberdade de reduzir o título:

A Folha e o maníaco do HC

A má-fé da Folha de S. Paulo é sem limite. A cada dia que passa, o jornal que serviu à ditadura militar, se afunda mais no esgoto. Nesta quinta-feira, 25 de junho, protagonizou mais uma patifaria.

Primeiro, o jornal dá como manchete que “Ex-diretor ligado a Lula continuará preso, decide juiz”.

Refere-se a Alexandrino Alencar.

“Ele era diretor de Relações Institucionais da Odebrecht. E nessa condição acompanhou Lula em palestras da empresa, quando o ex-presidente já havia deixado o cargo”, explica José Chrispiniano, assessor de imprensa do Instituto Lula. “Apenas isso.”

Só que a Folha, como a mídia em geral, o liga a Lula como “amigo”, para forçar a versão que lhe interessa, na tentativa de incriminar o ex-presidente.

Depois, coloca como manchete da capa que Lula havia pedido um habeas corpus preventivo à Justiça.

Na versão, postada nesta quinta-feira, às 11h25, a Folha afirma que Lula pediu à Justiça para não ser preso por juiz da Lava Jato. Ou seja, a Folha assume como verdade a notícia de que Lula é o autor do habeas corpus.

Detalhe: sem ouvir o Instituto Lula ou o ex-presidente sobre a veracidade da informação.

Folha Twitter.

A Folha publica a mesma notícia no Twitter, assumindo, de novo, como verdade que Lula é o autor do habeas corpus.

Cerca de uma hora depois a Folha muda a versão. Afirma que “Habeas corpus pede que Lula…” e não mais “Lula pede”. Detalhe: sem dizer aos leitores que a sua informação inicial era mentirosa.

A Folha, além de não ter ouvido o Instituto Lula — o outro lado, é regra básica do jornalismo — não teve a menor preocupação em saber quem impetrou o mandato.

Apenas numa atualização às 13h02, surge o nome de Maurício Ramos Thomaz, de Campinas, como o verdadeiro autor do pedido de habeas corpus.

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