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Fachin: “Delação premiada não é prova”

Fachin: "delação premiada não é prova"

Fachin: “delação premiada não é prova” – Crédito: Fotos Públicas

 

Fachin: “Delação premiada não é prova”

Houve um momento de resistência à indicação de Edson Luiz Fachin ao posto de ministro do STF. Diziam que a presidente da República não poderia mais nomear ministros para o supremo e viam nesta indicação certa promiscuidade. Fachin mostra, antes de assumir seu cargo, que não vai servir aos interesses – estes sim promíscuos – de boa parte do judiciário brasileiro. Ele criticou as delações premiadas e a forma como estão sendo acatadas por juízes. O site Nossa Política reproduz artigo do Conjur.

A delação premiada não pode ser considerada como prova, mas como um indício que deverá ser apurado. A opinião é do professor Luiz Edson Fachin, que será empossado ministro do Supremo Tribunal Federal na próxima terça-feira (16/6). Segundo noticiou o jornal Gazeta do Povo, que participou de uma conversa de Fachin com jornalistas paranaenses na manhã de sexta-feira (12/6), em Curitiba, o futuro ministro destacou a importância de manter o direito de presunção de inocência.

No evento, Fachin afirmou que mesmo diante da “inércia legislativa”, o juiz não pode tomar o lugar do legislador. Para ele, o destaque que o Supremo vem ganhando na sociedade é reflexo do crescimento do acesso aos direitos, intensificado com a promulgação da Constituição Federal.

Entre os preparativos feitos para assumir a cadeira na corte, Fachin disse aos jornalistas que está transferindo todos os compromissos estabelecidos nas terças, quartas e quintas-feiras, para ter os dias completamente dedicados ao tribunal. Afirmou que não deixará de comparecer a nenhuma sessão do Supremo.

No exercício de ministro, o professor afirmou ainda que pretende ser discreto, principalmente ao se relacionar com a impressa. “O juiz fala no processo”, afirmou. Segundo ele, suas posições serão conhecidas com as intervenções que ele fizer no Plenário e em seus votos.

A posse Fachin será dia 16 de junho, no Plenário do Supremo, às 16h. Em seguida, o ministro recém-empossado se dirige ao Salão Branco para receber os cumprimentos, onde também será executado o Hino Nacional.

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