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Eduardo Cunha rechaça aliança entre PT e PMDB

Eduardo Cunha rechaça aliança entre PT e PMDB

Eduardo Cunha rechaça aliança entre PT e PMDB – Crédito: Reprodução

 

Eduardo Cunha rechaça aliança entre PT e PMDB

A aliança entre PT e PMDB já deveria ter acabado há muito tempo. O que tem feito o PMDB para auxiliar o governo petista e concretizar a tal da governabilidade? Nada. Muito pelo contrário. Estão nas fileiras do governo ocupando cargos, servindo-se de benesses, construindo um abismo para engolir o partido de que se dizem aliados e o governo “para quem trabalham”. O PT tem a maior parcela de culpa pelas crises de imagem do governo e um destes erros é manter uma parceria espúria como esta. Eduardo Cunha é mais uma raposa no ninho. A matéria reproduzida a seguir no site Nossa Política é conteúdo do Jornal do Brasil.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse no Twitter neste domingo (14) que existe o compromisso do PMDB com o país e a “estabilidade”, mas isso não seria a mesma coisa que se “submeter a humilhação do PT”. Neste sábado (14), teve fim o Congresso do PT em Salvador, que teve a ruptura com o PMDB proposta em teses, derrubadas na votação pela corrente majoritária, mas que fez duras críticas ao deputado.

“O PMDB está cansado de ser agredido pelo PT constantemente e é por isso que declarei […] que essa aliança não se repetirá. Talvez tivesse sido melhor que eles aprovassem no congresso o fim da aliança. Não sei se num congresso do PMDB terão a mesma sorte”, escreveu Cunha na rede social.

Em entrevista ao Estado de S. Paulo publicada neste domingo (14), Cunha voltou a antecipar que o partido deve “buscar seu caminho em 2016” e não deve entrar novamente em uma candidatura do PT . “Este modelo PMDB como PT está esgotado.”

“O PMDB fez parte do processo de reeleição, faz parte do governo, mas não é para dizer amém a tudo o que acontece. O PMDB dificilmente repetirá a aliança com o PT em algum momento. Não repetirá. Este modelo está esgotado”, disse Cunha, quando questionado se seu partido seria governista ou oposicionista.

Cunha destacou que o partido tem a “obrigação de dar “sustentabilidade política” ao governo de Dilma, mas que vai “buscar o seu caminho em 2018”. “Quando o governo entra em pautas que não são propriamente dele, como o caso da (redução) da maioridade penal, faz disso um cavalo de batalha, comete um erro. O governo quis mergulhar em algumas derrotas propositalmente”, arriscou Cunha.

Sobre o fato do país estar sob o regime do “parlamentarismo branco” e não do presidencialismo, disse que não, e destacou ainda que “não é o PT que está com impopularidade por causa dela (Dilma)”, mas o contrário.

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