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Carta Capital: álbum da FIFA está incompleto

Carta Capital: álbum da FIFA está incompleto

Carta Capital: álbum da FIFA está incompleto – Crédito: Reprodução

Carta Capital: álbum da FIFA está incompleto

Quando estourou o escândalo de corrupção na FIFA, a TV Globo afirmou que não haviam empresas de mídia envolvidas nas investigações ou sob suspeitas do FBI. Mentiu. O canal TyC Sports e o grupo argentino Full Play são investigados e todos os grupos de comunicação devem passar pelo mesmo processo de investigação. Sobre isso, a revista Carta Capital define as posições das figurinhas queimadas pela polícia e pela justiça americana. E para a publicação de Mino Carta falta a figurinha da Rede Globo. O site Nossa Política reproduz matéria e imagem do Portal R7.

A Carta Capital que chegou às bancas na última sexta-feira (5) apontou novos atores para o maior escândalo de corrupção da história do futebol. A revista utilizou documentos reproduzidos no livro O Lado Sujo do Futebol, dos jornalistas Luiz Carlos Azenha, Leandro Cipoloni, Amaury Ribeiro Jr. e Tony Chastinet, para incluir a Rede Globo na investigação que culminou na prisão de sete dirigentes do alto escalão da FIFA. A publicação diz que a relação da emissora com os principais envolvidos vem de longa data, como no milionário esquema abastecido pela extinta ISL. A empresa intermediava a negociação das cotas de tevê para as Copas do Mundo de 2002 e 2006.

Como lembra a revista, nesse esquema deflagrado pela promotoria suíça, o ex-presidente da Fifa João Havelange e o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira receberam propinas equivalentes a R$ 45 milhões. O processo foi desencadeado pela própria FIFA, que cobrou da massa falida da ISL sua parcela da quantia paga pela TV Globo. A emissora havia dissolvido uma empresa nas Ilhas Virgens Britânicas para pagar o pacote da FIFA sobre os direitos do Mundial de 2002. A Receita Federal identificou irregularidades na operação e a TV Globo, que na época contestou a sonegação, foi condenada a pagar R$ 615 milhões.

A capa da revista monta um álbum de figurinhas estilizado com a manchete “Álbum Incompleto”. Lá estão Ricardo Teixeira (indiciado pela Polícia Federal), Joseph Blatter (presidente renunciado da FIFA), Jérôme Valcke (investigado pela Justiça dos Estados Unidos), José Hawilla (réu confesso) e José Maria Marin (preso na Suíça). A sexta imagem apresenta o símbolo da Rede Globo e um ponto de interrogação, questionando quais outras figurinhas carimbadas ainda serão queimadas.

A investigação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos resultou na prisão de sete cartolas, enquanto esses se preparavam para o congresso anual da entidade, no luxuoso Baur Au Lac, em Zurique, na Suíça. Entre os presos, está José Maria Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol.

 

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