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PT vai à justiça por mandato de Marta

PT vai à justiça por mandato de Marta

PT vai à justiça por mandato de Marta – Crédito: Portal 6

 

PT vai à justiça por mandato de Marta

Marta cuspiu no prato em que comeu. O dito popular se encaixa perfeitamente nesta situação. É como se, de repente, o partido que ela ajudou a fundar não tivesse mais jeito. Um político não pode entregar o jogo, ceder às pressões, pular do navio no auge da tormenta. O que Marta demosntrou foi oportunismo para pular uma porteira proibida: a da oposição. De repente, tudo o que ela mais abominou em sua vida política passa a ser a luz no final do túnel. É por causa de políticos como ela que as pessoas difamam a políticas. Acham que os políticos não têm ideologia alguma e pulam de barco para barco ao sabor das marés. O texto abaixo foi extraído do site Congresso em Foco.

O diretório do PT em São Paulo vai brigar na Justiça Eleitoral, com base na jurisprudência da fidelidade partidária, pelo mandato da senadora Marta Suplicy (sem-SP), que pediu desfiliação da legenda em 28 de abril. A decisão do comando estadual petista foi tomada por unanimidade, em reunião realizada hoje (terça, 12) em São Paulo. Por meio de nota (leia abaixo), Marta já avisou que não se intimidará e que também lutará para manter sua vaga no Senado “em todas as instâncias judiciais e fora delas também”.

O PT paulista recorre ao entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para defender que o mandato pertence ao partido, e não à chapa que elegeu Marta ou à própria parlamentar. Na demanda judicial, a legenda vai requerer ainda a posse imediata do segundo-suplente da senadora, o ex-secretário municipal petista Paulo Frateschi. A prioridade seria do primeiro-suplente de Marta, o ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, mas ele pertence ao Partido da República.

Em nota assinada pelo presidente do Diretório Estadual do PT, Emídio de Souza, o partido nega acusações de Marta e ainda a acusa de “oportunismo eleitoral”, frente aos rumores de que ela será recebida por partidos como PSB, PDT ou PPS para disputar a Prefeitura de São Paulo nas eleições municipais do próximo ano.

“Após sucessivas recusas em dialogar com a direção do PT sobre as razões de suas supostas insatisfações, Marta formalizou sua desfiliação do partido movida unicamente por interesses eleitorais e desmedido personalismo. […] O PT nunca cerceou as atividades partidárias ou parlamentares da atual senadora”, diz trecho da nota. “Os projetos pessoais e as conveniências do oportunismo eleitoral não podem se sobrepor aos projetos coletivos, que lhe dão abrigo, e nem deformar a vontade do eleitor expressa nas urnas.”

Marta reagiu. “Minha luta se dará em todas as instâncias judiciais e fora delas também. Tenho certeza que os mais de 8 milhões de eleitores que manifestaram sua vontade, e me honraram com seus votos, não serão frustrados em sua vontade e soberania popular”, diz a senadora, que deixou o Ministério da Cultura, em novembro de 2014, com críticas incisivas ao governo Dilma Rousseff e ao novo comandante da pasta, Juca Ferreira.

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