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Lula: “Eu sou bom de briga”

Lula: "Eu sou bom de briga"

Lula: “Eu sou bom de briga” – Crédito: Estadão

Lula: “Eu sou bom de briga”

Em tempos bicudos, as figuras mais fortes se sobressaem. Mas as figuras mais fortes são às vezes os alvos perfeitos. Assim, como manda o figurino  ditado pela “caça às bruxas”, o ex-presidente Lula tem sido citado por tráfico de influência e, só pra variar, se tornou capa de ‘Veja’ e Época. Ele desabafou no último 1º de maio. Liderança que é, retomou o discurso de defesa à presidente Dilma e se disse pronto para a briga, uma raridade entre a maioria de acovardados defensores da chefe do Estado brasileiro.

O ex-presidente Lula participou, na sexta-feira, 1º de maio, do ato em comemoração ao Dia do Trabalhador realizado no Vale do Anhangabaú, em São Paulo e deu um recado à direita que não aceitou o resultado das urnas. “Eles tem que saber que se tentarem derrubar a Dilma vão mexer com milhões de brasileiros trabalhadores”, afirmou. A atividade foi organizada pelas centrais sindicais CTB, Cut e Intersindical e contou com a participação de movimentos sociais e dos partidos PCdoB, PT, PCO e Psol.

Lula falou que está disposto a viajar novamente de Norte a Sul e de Leste a Oeste no Brasil para conversar com o povo. “Aos meus detratores: eu vou andar este país outra vez, e vou conversar com os desempregados, os camponeses, os empresários. Vou começar a desafiar aqueles que não se conformaram com o resultado da democracia”.

“Se alguém achar que eu vou baixar meu rabo e minha crista por conta de insinuação, eu não vou baixar meu rabo. Eu estou quietinho no meu lugar. Estão me chamando pra briga. Eu sou bom de briga. Eu volto pra essa briga. Não tenho intenção de ser candidato a nada, mas eu tenho intenção de brigar”, disse ele.

Para o ex-presidente, o resultado das urnas deve ser respeitado para que Dilma tenha autonomia de colocar em prática seu plano de governo. “Se mexer com a Dilma, não vai mexer só com uma pessoa, mas com milhões de brasileiros. Ela foi eleita para mais quatro anos e daqui a quatro anos estaremos aqui comemorando o êxito do governo dela”, afirmou.

Lula acredita que a unidade popular em defesa da democracia, da Petrobras, do desenvolvimento e contra a tentativa de interromper o mandato da presidenta Dilma, é fundamental para fortalecer o projeto de governo progressista iniciado por ele.

Sobre o Projeto de Lei que aprova a terceirização irrestrita do trabalho, Lula se posicionou contrário e destacou a importância da luta dos trabalhadores para garantir os direitos já conquistados. “Os terceirizados são os mais prejudicados, eles trabalham, em média, 3 horas a mais por dia que os outros, isso representa 800 mil empregos a menos no país, além disso, eles ganham menos e não têm direitos, a gente não pode permitir que isso seja regulamentado”.

Na ocasião Lula também aproveitou para destacar seu rechaço à tentativa do Congresso de reduzir a maioridade penal. Para ele, esta atitude é um “crime contra o futuro do Brasil”. “Eles acham que prender criança de 15, 16 anos vai resolver, mas crime mesmo é o que o Estado fez com esses jovens por não dar direito de estudar e trabalhar com dignidade, antes de levar presos, a gente precisa saber o que aconteceu com a família desses jovens, por que eles cometeram crimes”, disse.

Ressaltou seu programa de governo, que teve continuidade com Dilma, cujo objetivo é ampliar cada vez mais o ingresso de jovens em universidades e escolas técnicas. Destacou ainda o papel dos programas sociais que contribuem para a formação e permanência de crianças e adolescentes na escola.

Democratização da mídia

Lula falou sobre a importância de democratizar os meios de comunicação e criticou o papel a que se presta a imprensa hegemônica quando fortalece a luta da oposição em busca de um golpe parlamentar e da criminalização dos partidos de esquerda. “Vejo nas revistas brasileiras, que são um lixo, as insinuações. Eles querem pegar o Lula, mas me chamem para a briga que eu gosto”.

“A comunicação tem que ser democrática e tem que funcionar, eu mesmo já ajudei vários veículos de comunicação que estavam falindo, e não é por isso que eles tem que falar bem do meu governo ou o do governo da Dilma não, eles têm o direito de agirem livres”.

Portal Vermelho | IG

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