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Dilma e as panelas doentias

Dilma e as panelas doentias

Dilma e as panelas doentias – Crédito: Roberto Stuckert

 

Dilma e as panelas doentias

Doença psiquiátrica tem cura. Mas devemos pensar que no caso destes doentes, a patologia desenvolveu uma espécie de simbiose. Já não diz respeito apenas a uma parte do sistema biológico, mas o domina por completo.

Os inconformados e derrotados eleitores de Aécio Neves acompanham a presidente Dilma até em casamento. E olhe que a chefe de Estado era a madrinha do casório. Teve sujeito que achou um acinte Dilma participar de um casamento neste momento de crise. Ora, vão proibir até a presidente de ir a um casamento? Que doença é essa?

O seguinte artigo foi prublicado pela Folhapress e reproduzido no Bem Paraná. Obtenha mais detalhes deste episódio que aconteceu hoje, em São Paulo.

A presidente Dilma Rousseff foi recebida com vaias em sua chegada ao casamento do cardiologista Roberto Kalil Filho com a endocrinologista Claudia Cozer, na noite deste sábado (9), em São Paulo.

Com panelas e apitos, um grupo de cerca de 25 manifestantes gritou palavras de ordem contra a presidente e seu partido. Foram ouvidos cantos como “Fora, PT” e “Dilma ladra”.

A petista era uma das madrinhas do casamento. O cardiologista é médico de Dilma e de outros políticos, como o ex-presidente Lula.

“Eu acho um despropósito, nesse momento de crise, a presidente participar de uma festa como essa”, disse o administrador Luiz Alberto, 51, que carregava uma panela e uma colher de pau.

Com o panelaço, moradores de prédios vizinhos ao bufê aderiram ao protesto. O Leopolldo, onde se realizou o casamento, fica no Itaim, bairro de classe alta na zona oeste da capital paulista.

Um dos manifestantes, o empresário Eduan Pinheiro, 34, que se identificou como membro do movimento Acorda Brasil, disse que mais integrantes do grupo participam da manifestação.

Com um cartaz na mão, contra o apoio do governo brasileiro ao venezuelano Nicolás Maduro, a hoteleira Selene Salomão, 49, criticou a postura da presidente em não recriminar a prisão de líderes oposicionistas do país vizinho.

“Isso é um absurdo, o Brasil não merece esse governo federal”, dizia ela, que se identificou como integrante do Movimento Brasil Livre. Além da presidente, nomes como o secretário da Saúde de São Paulo, David Uip, e o senador José Serra (PSDB-SP) foram padrinhos de Kalil e Claudia.

Também estiveram na cerimônia a senadora Marta Suplicy (sem partido-SP), o presidente nacional do PT, Rui Falcão, e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Os dois últimos também foram vaiados. Políticos da oposição também foram alvo dos manifestantes.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi cobrado a ingressar com um pedido de impeachment contra a presidente. “Eu votei no senhor e o senhor está nos decepcionando”, gritou Adriano Cantelli, 33, funcionário de cartório.

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