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Dilma diz não temer impeachment

Dilma diz não temer impeachment

Dilma diz não temer impeachment – Crédito: Reprodução

 

Dilma diz não temer impeachment

Dilma tem concedido entrevistas a grupos de comunicação internacionais. Isso reflete um diálogo fundamental com países aliados. Além disso, Dilma faz repercutir suas falas na imprensa brasileira. E isso basta. Por enquanto. O periódico mexicano La Jornada reconheceu no editorial que existem ‘intrigas desestabilizadoras urdidas pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e pelo conglomerado de meios Globo’. Isso jornal nenhum no Brasil teria coragem de publicar. Porque até aqui o PSDB só faz política e recebe dinheiro de quermesse e a Globo faz um jornalismo puríssimo. A matéria abaixo é conteúdo da Agência Estado com publicação do Zero Hora.

A presidente Dilma Rousseff disse que não teme o impeachment por entender que não há “base real” para um eventual processo. Dilma afirmou, ainda, considerar que o assunto tem um caráter de luta política contra seu governo. As declarações foram feitas em entrevista ao jornal mexicano La Jornada e divulgadas neste domingo pela Presidência da República.

– O impeachment está previsto na Constituição. Ele é um elemento da Constituição, está lá escrito. Agora, o problema do impeachment é sem base real, e não é um processo, e não é algo, vamos dizer assim, institucionalizado. Eu acho que tem um caráter muito mais de luta política. Ou seja, é muito mais esgrimido como uma arma política. Uma espécie de espada política, mistura de espada e de dama que querem impor ao Brasil – disse.

E completou:

– A mim não atemorizam com isso. Eu não tenho temor disso, eu respondo pelos meus atos. E eu tenho clareza dos meus atos.

A presidente, que inicia nesta segunda-feira visita oficial ao México, também falou sobre a aproximação entre os Estados Unidos e Cuba, comentou a situação de países da América Latina e destacou a importância da Petrobras.

Dilma afirmou esperar que a aproximação entre Cuba e os Estados Unidos se aprofunde e leve ao completo fim o embargo imposto pelos Estados Unidos.

– Eu sei que não depende do Executivo americano, depende do Congresso americano, mas esse será um passo fundamental – considerou.

Em sua avaliação, a aproximação encerra a guerra fria no continente.

Ao falar sobre os vizinhos da América Latina, a presidenta disse que é a favor de que na Venezuela se respeite a ordem democrática por parte do governo e da oposição. Destacou, ainda, que os conflitos e manifestações fazem parte da democracia.

– Não acredito que a democracia engendre situações de paz dos cemitérios. A democracia engendra manifestações de rua, reivindicações, a democracia engendra expressão de descontentamento – explicou.

Em relação à Petrobras, a presidenta garantiu que a petrolífera é uma empresa poderosa que tem 90 mil funcionários e passou por um processo de investigação na Operação Lava Jato onde quatro funcionários estão sendo acusados de corrupção.

– Ninguém pode falar antes de serem condenados, mas todos os indícios são no sentido de que são responsáveis pelo processo de corrupção – comentou.

Dilma ficará no México até a quarta-feira e terá agenda extensa, que inclui a assinatura de um acordo para facilitar os investimentos entre os dois países.

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