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Beto Richa será condecorado na Alep

Beto Richa será condecorado na Alep

Beto Richa será condecorado na Alep – Crédito: Agência Estado

 

Beto Richa será condecorado na Alep

O Estado do Paraná caminha a passos largos para se transformar em São Paulo: um reduto de insensíveis políticos acostumados a tomar dores alheias e não cuidar das suas. Em São Paulo, enquanto a dengue avança sobre a população, enquanto a gestão de águas se caracteriza como um desastre irresponsável, o governador Geraldo Alkmin permanece intocável. Pela mídia e pela própria população que está acostumada a elegê-lo.

Não bastasse o massacre do último dia 29 de abril, no Paraná, Beto Richa será condecorado pela Câmara de Deputados. Não é somente estarrecedor. É vergonhoso e deprimente. Devem colocar o governador tucano em situação de honraria após o virulento massacre contra os professores. A grande mídia não se posiciona, o país permanece a ver navios diante da desfaçatez e prepotência dos deputados e, sobretudo do governador em conceder e aceitar tal premiação. O Nossa Política reproduz texto de Esmael Morais sobre o que acontecerá amanhã, em Curitiba.

Os professores e servidores estaduais estudam tomar o plenário da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) nesta quinta-feira, dia 7 de maio. É que a Alep realizará, a partir das 18h30, uma sessão solene em comemoração ao Dia Internacional do Trabalhador (!) convocada pelos deputados Ademar Traiano (PSDB) e Marcio Nunes (PSC).

Durante a sessão, a Fundação Força Trabalhista do Paraná (Fotropar), uma entidade ligada ao secretário da Saúde, Michele Caputo, irá promover o “Dia do Sindicalista” com homenagens aos dirigentes sindicais alinhados aos tucanos.

No convite figura o slogan mais que inoportuno: “Beto Richa: O governador dos trabalhadores!”, e é assinado pelo presidente da Fotropar, Walter Cézar, funcionário comissionado na Secretaria de Saúde.

Os manifestantes prometem vaiar cada homenageado, além dos que eles consideram “puxa-sacos” do governador tucano.

Depois do “tratamento especial” dispensado pelo governo do Estado aos seus trabalhadores no massacre do Centro Cívico, ocorrido na semana passada, a simples realização de uma sessão como essa, promovida por deputados que ignoraram solenemente a violência contra os servidores, é pedir para passar vergonha.