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As peripécias de Eduardo Cunha

As peripécias de Eduardo Cunha

As peripécias de Eduardo Cunha – Crédito: Felipe Rodrigues

 

As peripécias de Eduardo Cunha

Eduardo Cunha age como se fosse o dono da Câmara dos Deputados. E desafortunados sejam todos aqueles que baterem de frente com suas proposições. Sem maiores explicações ou delongas ele soterrou a Comissão da Reforma Política. Parece querer a sua própria reforma. De fevereiro até aqui o que impera é esta desculpa esfarrapada de estar fazendo a vontade do Brasil. Ele brinca com nossas inteligências e faz pouco caso daqueles que o criticam.

Aderiu à proposta do chamado distritão que acabaria com a representatividade dos partidos médios, concederia unicamente aos deputados a “propriedade” dos votos recebidos e descartaria os que não serviram para eleger a maioria das cadeiras. Uma aberração política. Mas se Eduardo Cunha está mobilizado a votar seu projeto, é bom saber que será votado de qualquer maneira, na marra.

Entretanto, o presidente da Câmara parece querer desviar o foco. Ele está interessado mesmo é na garantia do financiamento privado de campanha. Enquanto senhor Gilmar Mendes dorme sobre o processo que o STF julgou ilegal, Cunha vai armando suas estratégias e dominando a área. Na queda de braço entre distritão e financiamento privado de campanha os blocos deverão divergir. Dessa divergência depende a sacada do presidente.

Quando seus intuitos forem alcançados, Eduardo Cunha lançará aquele discurso demagógico do “a maioria escolheu” e partirá para outros lances onde ele tem sempre finalizado com gol. Está muito claro quem são os inimigos desta República. À medida que o tempo passa somos cada vez mais reféns de um sistema intransigente.

Aos poucos podemos ver quem são as figuras impolutas nesta guerra de interesses em que, com discurso afinado, coloca-se o Brasil na roda sem eixos. Enquanto a tratativa da imprensa e do quartel general de Curitiba direcionam holofotes para uma operação viciada do ponto de vista político, em Brasília existe um homem dominando o país. Segundo Juremir Machado, o homem do ano. Diria Altamiro Borges: “Pobre humanidade…”

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