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Três de cada 10 aliados votam contra Dilma

Três de cada 10 aliados votam contra Dilma

Três de cada 10 aliados votam contra Dilma – Agência Câmara

 

Três de cada 10 aliados votam contra Dilma

O deputado Silvio Costa (PSC-PE) fez um discurso em defesa da presidente Dilma e de seu governo na Câmara Federal. Explorou um debate ferrenho contra a oposição, especialmente contra o PSDB, denunciando a passividade dos parlamentares com a corrupção envolvendo os trens urbanos de São Paulo. Mas o que chamou mesmo a atenção foi quando Silvio Costa se referiu aos aliados de verdade e não “à base do Paraguai”. Esta base referida pelo deputado é a mesma que tem votado contra o governo e cedido aos apelos da oposição para derrubar a presidente. Não bastasse o Congresso Nacional ser o mais conservador da história desta República, o governo parece estar de mãos atadas diante das negativas dos presidentes do Senado e da Câmara, os mais desclassificados barganhadores do Brasil. Eduardo Cunha e Renan Calheiros, se não forem barrados, ainda vão levar este país ao fundo do poço.

Tradicionalmente, quando está com alta popularidade, o Planalto consegue impor a agenda do Legislativo, barrando propostas que não sejam de seu interesse e ditando o rito dos trabalhos, especialmente com a edição de medidas provisórias.

Numericamente, no início de 2004, segundo ano da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, foram aprovados mais projetos (35), mas 91% (32) deles eram as medidas provisórias do governo.

Nos bastidores, deputados afirmam que as dificuldades enfrentadas por Dilma não surpreendem, devido aos problemas na economia e na política. Para os congressistas, o governo potencializou a maré de azar com a falta de jogo de cintura na montagem dos ministérios.

Em média, 3 de cada 10 membros de siglas aliadas têm votado contra os interesses de Dilma, diferentemente do início de seu primeiro mandato, quando ela contava com a fidelidade de sua base de apoio. No papel, a presidente mantém uma robusta base: 346 dos 513 deputados. Poderia aprovar alterações na Constituição (são necessários 308 votos), por exemplo. Efetivamente, porém, votam com o governo, em média, 246 parlamentares, número insuficiente para aprovar qualquer proposta.

O cenário pós-Páscoa deve continuar nublado para o governo. Entre as propostas que podem ser votadas estão medidas que ampliam gastos públicos, como reajustes para categorias do funcionalismo.

O Tempo

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