Notícias

Mulher é agredida em manifestação no Rio de Janeiro

Violência em manifestação no Rio

Violência em manifestação no Rio – Crédito: Paraná Portal

 

Mulher é agredida em manifestação no Rio de Janeiro

O questionamento da senhora Denise Aparecida de Almeida (55 anos) não tinha nada demais. Aliás, a corajosa pergunta da mulher que enfrentou a cretinice dos manifestantes no Rio de Janeiro deveria ser tema para um debate mais profundo. E se Dilma saísse, quem entraria no lugar dela? Se os manifestantes não soubessem apenas vociferar como cães raivosos teriam tempo para responder ao questionamento da senhora que atravessava a via de bicicleta. A exaltação dos manifestantes não foi representada apenas em xingamentos e frases repetitivas como “vai pra cuba” ou “petralha”. A face insana das manifestações foi mostrada pelas lentes da Mídia Ninja.

O vídeo é repleto das incongruências típicas de uma massa afetada que não sabe o que quer. Inicia-se com um senhor cuja referência à ditadura militar é das mais positivas, perpassando o discurso pela coragem de pegar em armas e anunciando que o futuro do país pode ser uma guerra civil. Naturalmente isso é assutador. Não precisa dizer que a democracia, em vez de ser exaltada, parece cada vez mais ameaçada com estes discursos. Ameaça-se com estes vitupérios um direito digno que a senhora Denise Aparecida tem de pensar de acordo com suas convicções que não estão distantes da realidade. Ela só queria saber o que aconteceria com o Brasil caso Dilma caísse.

Um sujeito sem noção alguma do que seja o conceito ideologia encerra o vídeo. Volta o sentido de incongruência de uma turma que está ali para protestar sem saber a quem serve. Serão estes sujeitos os modelos perfeitos de democratas que a TV Globo exibe em suas coberturas de manifestações dominicais? Será este um chefe de família que ensina aos filhos o significado de ideologia e a importância dos direitos políticos? Motivos não faltam para explorar este assunto, mas as imagens quando nos calam pela barbárie, provocam em segundo plano uma perspectiva: estas manifestações são tão vazias que basta uma verdade, uma questão, um incômodo para provar-se sua ineficácia.

(Acompanhe as publicações do Nossa Política no Facebook. Curta aqui).