Blog do Mailson Ramos

Petrobras: ainda sobre os dois pesos e as duas medidas

Petrolão e trensalão (Charge)

Petrolão e trensalão (Charge) – Crédito: Reprodução

 

Petrobras: ainda sobre os dois pesos e as duas medidas

Salvador-Ba – Sendo uma organização estatal, a Petrobras não necessita de intervenções externas, a não ser no caso de auditorias e investigações que nos últimos tempos fazem parte do seu cotidiano; quem toma as decisões fundamentais para a petrolífera brasileira é um Conselho de Administração formado por diretores e profissionais especializados, sejam eles de outras organizações estatais ou funcionários da própria Petrobras.

Entretanto, quem define com o peso da decisão é o governo, na pessoa do presidente, no caso, da presidenta. Dilma contariou o mercado e a mídia com escolha de Aldemir Bendine para o cargo de presidente da Petrobras. As manchetes na rede não fogem do foco: de resultados como: “escolha equivocada” até “nada mudou”, todas as notícias mantém o tom de desconforto pela resposta de Dilma à situação insustentável de Graça Foster.

A mídia, não é segredo para ninguém, troca bicos com o governo desde 2002; o mercado troca bicos com o governo desde que este optou pelas políticas sociais; e vejam os senhores que o mercado nunca foi tão promissor como nos últimos doze anos. Para a mídia, que não se interessa por nada – além da mentira escrachada da impacialidade e do respeito à verdade dos fatos – pouco importa a queda vertiginosa do governo, mesmo que com ele submerja a Petrobras.

O importante é ver espocar nas redações as manchetes do “nós sabíamos que isto iria acontecer”. Agourentos de plantão, não dão a mínima para o escândalo, os crimes, o dinheiro, a condição de desmoralização política não apenas de um partido, mas de uma conjuntura política. Porque a falha do Partido dos Trabalhadores foi conservar um embrião de corrupção nascido nas gestões anteriores. O erro foi levantar o bastião da moral e criar no subterfúgio de uma vitória esmagadora os mesmos vícios e vírus corrompedores da política.

A mídia cega não enxerga que os vícios estão aglutinados em todos os partidos, logo, na estrutura política deste país. O Brasil – e, sobretudo a imprensa – passaram por uma alteração que não é perceptível à maioria das pessoas, especialmente àquelas cujo senso ideológico é afetado por uma moníltica vertente: é como se toda a fonte de corrupção derivasse de uma só ramificação no planalto. É como se os escândalos de corrupção nos outros partidos – até mesmo no PSDB com o “Tensalão” – passassem e ensurdecessem a mídia.

Dois pesos e duas medidas caracterizam as análises sobre a condição da Petrobras e os escândalos não amplificados pela agenda midiática. A oposição no Brasil é tão débil que necessita do apio da imprensa nacional, de parte da imprensa internacional, do esconderijo de suas próprias ações corruptoras. Não é a força que conseguirão demover um governo eleito democraticamente. Precisariam condicionar um debate sério, verdadeiro e independente sobre a questão política para reafirmar compromissos com o país e não com a guerra partidária. Com adjetivações e frases de efeito conseguirão apenas o rescaldo de sua própria desvalorização.

De 1998 até o estouro da Operação Lava Jato, a Petrobras foi sangrada; não apenas por mãos petistas, mas mãos sem partido, sem ideologia, sem reconhecimento ao país, sem noção da necessidade provocada pela ausência deste dinheiro. Maquiavélica é a posição da imprensa ao atirar no poço o nome da Petrobras, o que ela representa para os brasileiro, mesmo debilitada. Para a imprensa nada importa, senão suas verdades maquiadas e seus interesses sempre escusos. Punam os culpados. Que sejam todos os escândalos de corrupção neste país. Eu disse todos os casos.

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