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Ulysses Guimarães: a luta pela democracia

Ulysses Guimarães: a luta pela democracia

Ulysses Guimarães: a luta pela democracia

Ao lado de  Tancredo Neves, Orestes Quércia e Franco Montoro, Ulysses Guimarães liderou novas campanhas pela redemocratização, principalmente a conhecida Diretas Já.

Ulysses Silveira Guimarães, advogado, carinhosamente conhecido por Dr. Ulysses, nasceu em Rio Claro, no interior de São Paulo, no dia 06 de Outubro de 1916. Filho de Ataliba Silveira Guimarães, coletor federal e da professora Amélia Correia Fontes Guimarães, teve grande importância no cenário político brasileiro.

Os primeiros passos na vida pública foram dados no Centro Acadêmico XI de Agosto, da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), onde exerceu  a vice-presidência da União Nacional de Estudantes (UNE). Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais e foi professor de várias universidades.

Santista convicto, em 1942, chegou a ser  nomeado diretor-presidente do clube até que em 1944 foi eleito vice-presidente. Por anos defendeu os interesses da  agremiação junto a Câmara dos Deputados, em Brasília, ao lado de outros santistas como Mário Covas e Aloizio Mercadante.

No Congresso, a carreira de Ulysses Guimaraes teve início em 1947 ao se tornar deputado estadual pelo Partido Social Democrático (PSD), em São Paulo. A partir deste momento foi eleito deputado federal pelo mesmo estado e por onze mandatos consecutivos, de 1951 a 1995.

Assumiu o Ministério da Indústria e Comércio, no gabinete Tancredo Neves, durante a curta experiência parlamentarista brasileira (1961-1962). Apoiou o movimento militar de 1964 que depôs o presidente João Goulart, mas logo depois mudou de posição. Em 1965, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), do qual seria vice-presidente e onde depois viria a se tornar presidente.

Comandou o Parlamento Latino Americano, de 1967 a 1970. Em 1973, lançou sua anticandidatura simbólica à Presidência da República, como forma de repúdio ao regime militar, tendo como vice o jornalista e ex-governador de Pernambuco, Barbosa Lima Sobrinho.

Teve uma ampla participação durante as campanhas pelo retorno do país à democracia, inclusive na luta pela anistia ampla, geral e irrestrita. Em 1979 com o fim do bipartidarismo o MDB converteu-se no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) do qual se tornou presidente nacional.

Ao lado de  Tancredo Neves, Orestes Quércia e Franco Montoro liderou novas campanhas pela redemocratização, principalmente a conhecida Diretas Já.

Foi presidente da Câmara dos Deputados durante 1956/57, 1985/86 e 1987/88. De 1987 a 1988 presidiu ainda a Assembleia Nacional Constituinte. A nova Constituição, na qual Ulysses teve um papel fundamental, foi promulgada no dia 5 de Outubro de 1988, tendo sido por ele chamada de Constituição Cidadã.

Como presidente da Câmara dos Deputados foi substituto de José Sarney e assumiu várias vezes a presidência onde chegou a ser candidato, pelo PMDB, nas eleições de 1989 cujo vencedor foi Sarney.

Ulysses Guimarães faleceu em em acidente aéreo de helicóptero, no litoral de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, em 12 de outubro de 1992. No mesmo acidente morreram sua esposa Mora Guimarães além do ex-senador Severo Gomes, a esposa  e o piloto. O corpo de Ulysses nunca foi encontrado.

Fonte: Estado de São Paulo

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