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Presidente da Fiat é um velhaco?

Presidente da Fiat é um velhaco?Presidente da Fiat é um velhaco?
Presidente da Fiat é um velhaco?
Cristiano Rattazzi vendeu quatro helicópteros ao governo argentino (para o Ministério da Segurança) e só entregou metade das aeronaves.

Com a colaboração do navegante Barto Pereira, NP Online traduz artigo do site argentino Mundo Empresarial que noticiou a velhacaria de Cristiano Rattazzi, presidente da Fiat, que vendeu helicópteros ao Ministério da Segurança da Argentina e não os entregou.


Cristiano Rattazzi cobrou US$ 16 milhões do Estado Nacional por helicópteros que não entregou

Cinco anos após a assinatura de um contrato para a aquisição de quatro helicópteros Bell para a Gendarmeria, que o Ministério da Segurança pagou na íntegra, apenas duas máquinas foram recebidas. A licitação pública foi lançada em maio de 2009, sendo aprovado, pela decisão administrativa 893/2010, numa única oferta do Grupo Modena. A operação comercial foi resolvida durante a administração do então ministro Julio Alak e o contrato continuou no período de Nilda Garré.

A Modena citou 3,988,982 dólares por unidade, um total de 15,955,928 para o lote de 4 helicópteros da marca Bell, modelo UH-1H, Huey II. O Estado pagou tudo e, até esta data, conta com apenas metade das aeronaves. O contrato estipulava que os helicópteros provenientes dos Estados Unidos seriam modificados para o padrão Huey II na Argentina pela firma Modena.

A versão Huey II é uma modernização que garante o aumento do desempenho da aeronave e o suporte técnico do fabricante: Bell Textron Helicopter.

A primeira da série só foi incorporada à atividade operacional em março de 2015, enquanto a segunda, já convertida em Huey II, ainda não podendo voar, permanece sem os procedimentos de habilitação e certificação pelo fabricante e pela autoridade aeronáutica nacional.

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O Ministério da Segurança, responsável pela operação, advertiu que havia um contrato executado, porém não possuía os bens adquiridos. Era o período do Kirchnerismo.

A pressão para contar com meios aéreos para combater o tráfico de drogas na fronteira da NOA e a NEA agravou a situação. Patricia Bullrich deu instruções e convocou com urgência a Cristiano Rattazzi, chefe do Grupo Modena. O encontro foi liderado pelo chefe do gabinete do ministério, Pablo Noceti, acompanhado pelo auditor Sergio Lombardo. Bullrich estava com problemas por um momento, apenas para cumprimentar o empresário automotivo.

“Você nos deve US$ 8 milhões”, essas foram mais ou menos as palavras ditas pelos integrantes da Segurança.

American Bell, fornecedor de células (estruturas) e o kit de conversão para Huey II, estava no meio dos holofotes. Existe uma nota fiscal com o cabeçalho da Modena-Bell, que a identifica como parte, embora o único ator na licitação seja a Modena.

A empresa de Rattazzi prometeu agilizar os horários para atualizar e colocar em serviço os dois helicópteros perdidos e completar o processo de habilitação da que está pronta para operar.

“A Gendarmeria precisa dessas máquinas para aeróbica e rápida implantação de tropas até o ponto em que as atividades ilícitas são detectadas. Também procura ter outras plataformas de vigilância aérea (inteligência eletrônica), um processo que, com as máquinas Tecnam 2006T”, observa o brigadeiro aposentado Vicente Autiero, Subsecretário de Coordenação do Ministério da Segurança. (…)