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Para presidente da Fiat, Lula e Dilma são palhaços

Para presidente da Fiat, Lula e Dilma são palhaços
Para presidente da Fiat, Lula e Dilma são palhaços
Em busca da implementação de uma reforma trabalhista na Argentina semelhante à brasileira, Cristiano Rattazzi disse que o Brasil viveu doze anos de uma palhaçada total.

Recentemente, empresários americanos disseram que a reforma trabalhista aprovada pelo Congresso e sancionada por Michel Temer não era satisfatória. Ou seja, uma reforma que deformou a CLT ainda estava muito longe da escravidão. Porque o que eles querem é não pagar salários.

Ontem, este pilantra chamado Cristiano Rattazzi, presidente da Fiat (Argentina), afirmou que agora as leis trabalhistas no Brasil estão em conformidade com a evolução do trabalho e os sistemas de produção. Rattazzi defende que a mesma reforma seja adotada pelo governo de Mauricio Macri.

Para ele, o que existia antes no Brasil em termos de leis trabalhistas era uma “palhaçada”. Confira trecho da matéria publicada originalmente no periódico argentino Pagina 12 e traduzido pelo NP Online:


O modelo de “país sério”

A liderança de negócios exige que o governo [argentino] avance com a reforma do mercado de trabalho. “Precisamos de leis trabalhistas que nos tornem competitivos no mundo”, afirmou ontem o presidente da Fiat, Cristiano Rattazzi. A demanda do gerente da montadora é, além disso, feita pelo chefe do Mercado Libre, Marcos Galperín. A ambição dos dois CEOs é a transformação dos regulamentos trabalhistas, semelhante à flexibilização implementada no Brasil pelo governo de Michel Temer. A eliminação das horas extras, a instabilidade no horário de trabalho e no pagamento, as restrições ao acesso à justiça trabalhista, as responsabilidades mais baixas dos empregadores contra os acidentes de trabalho, a redução do horário de almoço e o pagamento voluntário das dívidas sindicais são alguns dos pontos explícitos das mudanças implementadas no país vizinho. A Casa Rosada, no entanto, repete que essas mudanças não estão em sua agenda.

“Hoje, temos um país sério, depois de doze anos de uma palhaçada total”, disse Rattazzi ao considerar que “estamos melhor impossíveis”. Apesar das tensões enfrentadas pela indústria automotiva diante da abertura comercial que facilita a entrada de veículos do Brasil e, em menor medida, carros de luxo importados, para o empreendedor “todos os setores estão crescendo, exceto alguns poucos que estão começando a subir”. Em Córdoba, o presidente da Fiat afirmou que a reforma trabalhista deve ser abrangente para que o país seja “competitivo com o mundo e não só com o seu parceiro Brasil”.  (…)


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