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Greve Geral: O que se espera para paralisar o país?

Greve Geral: O que se espera para paralisar o país?
Greve Geral: O que se espera para paralisar o país?
O governo de Michel Temer é um clube de quadrilheiros. O golpe se fortalece a cada dia. O que se espera para paralisar o país com uma verdadeira greve geral?

As centrais sindicais na Argentina convocaram em abril de 2017 uma greve geral pela diminuição de impostos para, em contrapartida, melhorar os salários e conter o crescimento do desemprego. Paralisaram tudo. As ruas ficaram transbordando de lixo; até mesmo o funcionamento dos aeroportos foi afetado.

No início de setembro, uma greve geral na França levou às ruas 400 mil pessoas em 180 mil manifestações por todo o país contra a aprovação da reforma trabalhista. Os transportes só funcionaram onde a paralisação teve maior incidência, atrasando voos nos aeroportos e viagens nas estações de trem. Recentemente, o presidente Emmanuel Macron sancionou a reforma, mas a sua popularidade decresceu em 60%.

No Brasil, duas greves gerais neste ano levaram manifestantes às ruas contra as arbitrariedades do governo de Michel Temer. A primeira delas, em 28 de abril levou um número representativo de pessoas às ruas e a paralisação de inúmeros serviços; a segunda, em 30 de junho não foi sequer chamada de greve geral, o que enfraqueceu a ideia de paralisar tudo e expressar o descontentamento do povo com o governo.

Para derrubar Michel Temer é preciso muito mais do que mobilização nas redes, partidos de esquerdas e centrais sindicais; o trabalhador brasileiro precisa se dar conta de que o seu futuro está sendo destruído para satisfazer os anseios do mercado.  E ficar no sofá lançando anátemas contra Temer não vai resolver o problema. É preciso aderir aos grupos que lutam contra a destruição dos direitos do povo trabalhador.

Paralisar o país talvez seja a única forma de chamar a atenção de nós mesmos (brasileiros) e do mundo para a tragédia que é este governo. É nossa a responsabilidade por lutar.

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