Repórter da Globo diz que Raquel Dodge serviu de menina de recados

Repórter da Globo diz que Raquel Dodge serviu de menina de recados

Repórter da Globo diz que Raquel Dodge serviu de menina de recados

A intenção de transmitir o encontro como “um recado” pode ter sido do presidente – e este usou a ingenuidade de Dodge ou Dodge foi cúmplice da mensagem presidencial.

Saiu no Tijolaço, por Fernando Brito:


Andréia Sadi – estrela da Globo para o jornalismo de assuntos palacianos – conta em seu blog no G1 uma história apavorante:

O encontro na noite desta terça-feira no Palácio do Jaburu entre a futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e o presidente Michel Temer tratou de fato da posse dela em setembro, mas não somente. 
Segundo o blog apurou, o presidente fez a ela um relato dos motivos que o levaram a pedir a suspeição do atual procurador-geral, Rodrigo Janot. De acordo com relato ao blog, Raquel Dodge ouviu educadamente. 
 Além disso, as mesmas fontes disseram ao blog que o presidente quer que a nova procuradora-geral da República tome posse no Palácio do Planalto, como gesto simbólico da reaproximação institucional do Executivo com o Ministério Público. (…)
Essas fontes disseram que o encontro entre Raquel Dodge e Temer, fora da agenda e às 22h, revelado pelo blog, também teve o efeito de passar uma “mensagem” ao Congresso de que as pontes da classe política com o Ministério Público serão restabelecidas. 
O encontro era para ser mantido em sigilo, mas a revelação teria tido esse efeito colateral positivo na avaliação de políticos próximos ao presidente.
Isso explica por que o carro parou à mostra de todos quando se sabe que, em época de crise, sempre há cinegrafistas e fotógrafos de plantão.

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Portanto, a intenção de transmitir o encontro como “um recado” pode ter sido do presidente – e este usou a ingenuidade de Dodge ou Dodge foi cúmplice da mensagem presidencial.

Qualquer das hipóteses é péssima para a imagem de uma procuradora que assume em meio a uma investigação desta gravidade num encontro com o próprio investigado e, por definição, seu investigado, depois do dia 18 de setembro.

Porque, afinal, já nem tão jovem, a Doutora Dodge prestou-se, involuntária ou voluntariamente a ser menina de recados de Temer, o que é uma posição que reduz a posição que vai ocupar a tempos tristes de submissão que teve até o período Fernando Henrique Cardoso.

E com menos, bem menos, decoro.



1 Comentário

  • Bem, Eugênio Aragão, que não é amigo pessoal da futura PGR, embora tenha sido seu colega, já assegurou que, por sua personalidade e ambição profissional, a ministra não seria jamais menina de recados. Realmente, comparem-se os olhares das 2 mulheres que ocupam atualmente posições de mando. Nenhuma timidez ou subserviência denota o olhar de D. Dodge.

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