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Blog do Mailson Ramos

Por trás de todas as maquinações, o parlamentarismo de Serra

Por trás de todas as maquinações, o parlamentarismo de Serra
Por trás de todas as maquinações, o parlamentarismo de Serra
Soterrado no lamaçal de corrupção da Lava Jato – mas por outro lado blindado porque é tucano – José Serra coloca em execução a ideia do parlamentarismo.

José Serra foi derrotado Lula nas eleições de 2002. Depois disso, o PSDB jamais conseguiu voltar ao poder central. As derrotas, entretanto, fizeram Serra ressuscitar um tema já rechaçado pela sociedade brasileira em plebiscito (em duas oportunidades): o parlamentarismo.

Com o esfacelamento do seu partido, Serra entende que só pode chegar ao poder como primeiro-ministro, num regime parlamentarista que começa a encher os olhos de Michel Temer.

Ao Estadão, Serra disse que defende o parlamentarismo seja implantado no Brasil em 2023.

A ideia é que se vote agora e que se crave na Constituição que nas eleições seguintes haverá o distrital misto. Não dá tempo de implantar no ano que vem, mas acho que seria uma mudança crucial. 

Com o parlamentarismo, o poder delegado ao presidente da República seria apenas de representatividade; caberia ao primeiro-ministro as decisões mais importantes para o país. Este primeiro-ministro seria eleito de forma indireta pelo Congresso Nacional.

Com uma Câmara repleta de políticos corruptos e um Senado não menos enlameado, que tipo de primeiro-ministro seria eleito? Que perfil de político ascenderia ao poder tendo como origem uma votação indireta num Congresso desprestigiado e que não representa a vontade do povo?

E ninguém duvide que, no submundo das manobras, este Congresso aprove o sistema sem consultar o povo e debaixo do tapete. Está claro que a intenção é deixar o povo do lado de fora da história.