O retorno de Enéas, o ícone da extrema-direita

O retorno de Enéas, o ícone da extrema-direita

O retorno de Enéas, o ícone da extrema-direita

Vinte e três anos depois, várias bandeiras de Enéas ressurgem na disputa presidencial – agora encampadas por Bolsonaro, que se diz grande admirador do político.

Saiu na BBC:


Visto como autoritário e truculento por muitos, um político se lança à Presidência prometendo restabelecer a ordem no Brasil. Aos berros, acusa PT e PSDB de serem faces da mesma moeda, defende os valores da família tradicional brasileira e questiona os interesses internacionais por trás da demarcação de reservas na Amazônia.

Não estamos falando da movimentação do deputado federal Jair Bolsonaro rumo a 2018, mas sim da candidatura do médico acreano Enéas Carneiro ao Palácio do Planalto, em 1994.

Morto em 2007, Enéas concorria pelo pequeno Partido de Reedificação da Ordem Nacional (Prona) e deixou para trás figurões como os governadores Leonel Brizola (PDT) e Orestes Quércia (PMDB). Com 7% dos votos, chegou em terceiro lugar, atrás do petista Luiz Inácio Lula da Silva e do tucano Fernando Henrique Cardoso.

Vinte e três anos depois, várias bandeiras de Enéas ressurgem na disputa presidencial – agora encampadas por Bolsonaro, que se diz grande admirador do cardiologista acreano e o considera uma de suas maiores influências na política.

O apreço é tanto que, em maio, o deputado e seu filho, Eduardo Bolsonaro, propuseram uma lei para que Enéas seja incluído no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria – lista de personagens que, segundo página do Senado, “protagonizaram momentos marcantes da história do Brasil” e tiveram seus nomes aprovados em votação no Congresso e que conta atualmente com 41 nomes, entre eles Tiradentes, Zumbi dos Palmares, Dom Pedro 1º, Santos Dumont, Chico Mendes, Getúlio Vargas e Heitor Villa-Lobos.

“Seu valoroso nacionalismo e sua oposição ao comunismo o qualificam como herói da pátria”, justificam pai e filho no Projeto de Lei 7.699.

Em outra frente, o Partido Ecológico Nacional (PEN) – pelo qual Bolsonaro deve disputar a Presidência – anunciou que cogita mudar o nome para Prona em homenagem ao político acreano.

(…)


Deixe um Comentário!