A era do ex-amigo na política brasileira

A era do ex-amigo na política brasileira

A era do ex-amigo na política brasileira

A expressão ex-amigo invadiu as redes sociais depois do rompimento de antigas amizades como Luciano Huck e Aécio Neves, João Doria e Eike Batista e por aí vai…

Amizades de décadas se acabaram após escândalos políticos. Fotos foram retiradas das redes sociais; perfis foram revirados do começo ao fim para apagar postagens antigas sobre a relação entre políticos e personalidades.

Assim foi o fim da amizade entre Luciano Huck e Aécio Neves. Durante muitos anos, Aécio e Luciano compartilharam momentos de amizade, retratados nas redes em inúmeras fotos. A mais famosa delas é aquela em que Aécio recebe a notícia da vitória de Dilma nas eleições de 2014; ao seu lado, também embasbacado, está Huck.

Quando explodiu o escândalo dos irmãos Batista, o apresentador da TV Globo disse se sentir enganado. Todas as falcatruas descobertas agora sobre Aécio sempre estiveram publicadas em algum lugar da internet, sobretudo nos blogs progressistas.

Quando os jornalistas se perguntaram onde estava o homem da mala de Temer, Rodrigo Rocha Loures, quando as gravações de Joesley foram divulgadas, a resposta não demorou a chegar: estava com a comitiva de João Doria.  Loures foi preso na manhã deste sábado (3) e veio a inevitável questão: será que ele vai visitar o amigo na prisão?

Doria também costumava elogiar Eike Batista.

Alguns dias depois da prisão do empresário, o prefeito de São Paulo apagou postagens onde dizia que Eike era uma “lição de eficiência e otimismo”.

Para manter a imagem de moralidade que conservaram durante a caçada ao PT, os seus algozes hoje sofrem recorrendo ao botão deletar para dizer que tem ex-amigos bandidos. Noutros tempos, rasgavam-se as fotos.


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