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Acabou o champanhe da elite do Jockey Club!

Acabou o champanhe da elite do Jockey Club!
Acabou o champanhe da elite do Jockey Club!
O país do surreal tem uma elite que, com o agravamento da crise econômica, lamenta a falta de champanhe. E você aí preocupado com o arroz e o feijão!

Da IstoÉ:


Da exclusiva sala VIP do Jockey Club do Rio de Janeiro, com vista para o hipódromo e o Cristo Redentor, a crise parece remota. Mas até a alta sociedade sofre seus efeitos à sua maneira.

“Costumávamos tomar champanhe. Agora bebemos cerveja”, lamenta Teresa Aczel Quattrone, uma senhora carioca de 70 anos, vestindo chapéu de abas largas e enorme gargantilha de pérolas, durante o Grande Prêmio Brasil, neste domingo, o maior evento do turfe no Brasil.

À primeira vista, o cenário deste Salão das Rosas lembra mais os anos 1920, quando o Jockey Club foi construído, do que ao cada vez mais caótico Brasil de 2017.

Sob a luz de um candelabro, a nata da sociedade se delicia com canapés e bebidas alcoólicas, servidos em bandejas de prata. E embora não haja mais garrafas de champanhe francês gelando, a cerveja nacional é servida gelada e em taças de cristal.

Nada aqui lembra que o país está nas vacas magras, com um desemprego que beira os 14%, nem que o presidente Michel Temer está na corda bamba, com o mandato ameaçado por denúncias de corrupção.

O código de vestimenta, de fato, não tem nada de austero: aqui se valorizam os chapéus, os vestidos decotados e a cirurgia plástica.

Para adicionar glamour, no meio da tarde, sete modelos entram na sala para realçar o ambiente com vestidos “vintage” vaporosos e penteados elaborados.

Mas o toque final neste quadro do passado fica por conta dos prestadores de serviço, quase todo composto por negros, que servem clientes majoritariamente brancos de uniforme tradicional com avental dos criados.

(…)


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